Quaquá, o prefeito que afronta a Justiça e governa acima da lei: R\$ 8 milhões para o carnaval enquanto a população agoniza..

O atual prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), mais uma vez demonstra que não se considera limitado pela lei ou pelos órgãos de controle.

Um ato publicado no Diário Oficial destinou R\$ 8 milhões para financiar o desfile da União de Maricá no Carnaval de 2026, na Marquês de Sapucaí.

A medida escandaliza pela reincidência: trata-se de um político já condenado por irregularidades na aplicação de verbas públicas que insiste em repetir os mesmos padrões, agindo como se estivesse acima da Justiça.

A decisão expõe não apenas a utilização dos cofres municipais como extensão de seus projetos pessoais, mas também uma profunda indiferença com os dramas cotidianos da população.

Enquanto moradores de bairros como Itaipuaçu pedem socorro diante da falta de infraestrutura, e pacientes aguardam atendimento em corredores lotados de hospitais, milhões de reais são canalizados para atender a vaidade política de um gestor que vê no carnaval uma plataforma de autopromoção.

O histórico de condenações e irregularidades

Não é a primeira vez que Washington Quaquá é questionado e condenado pelo uso de verbas públicas em favor de interesses particulares.

Em 2013, sua gestão destinou R\$ 3 milhões para o desfile da Acadêmicos do Grande Rio, em Duque de Caxias, que levou para a Sapucaí o enredo “Verdes Olhos de Maysa Sobre o Mar, no Caminho: Maricá”. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) considerou a subvenção irregular, apontando “injustificado dano ao erário municipal” e condenando solidariamente Quaquá e a agremiação.

O recurso apresentado pela escola foi rejeitado, mantendo a decisão.

Fonte: TCE nega recurso sobre irregularidades em subvenção de Maricá à Grande Rio

Em 2016, já no fim de seu mandato anterior, Quaquá foi novamente acusado de uso indevido de recursos públicos, desta vez para financiar o Festival da Utopia, evento de viés político-partidário.

O TCE determinou que o ex-prefeito devolvesse R\$ 5,3 milhões ao município, reforçando a prática recorrente de desvio de finalidade dos cofres municipais.

Fonte: TCE aponta uso de verba pública em evento partidário e quer que ex-prefeito de Maricá devolva R\$ 5,3 milhões

A soberba de um gestor que se diz campeão antecipado

Se os antecedentes já levantavam dúvidas sobre a conduta de Quaquá, a atual gestão reforça a percepção de que ele não se vê limitado por regras, leis ou decisões judiciais.

Em entrevistas recentes, o prefeito chegou a declarar que a União de Maricá já seria campeã antes mesmo do resultado oficial, em uma demonstração explícita de soberba.

A imprensa denunciou que o próprio Quaquá teria articulado junto à Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) para garantir a ascensão da agremiação ao Grupo Especial, revelando um jogo de bastidores que extrapola a normalidade democrática.

O discurso não deixa dúvidas: o carnaval, para Quaquá, não é apenas cultura, mas sobretudo projeto político e palco de autopromoção, custeado com dinheiro que deveria ser destinado à saúde, à educação e à qualidade de vida da população de Maricá.

O agravante: reincidência e afronta à Justiça

O caso atual se diferencia dos anteriores por um agravante central: Quaquá não é apenas um ex-prefeito contestado, mas sim o prefeito em exercício, já condenado anteriormente.

Além das condenações financeiras impostas pelo TCE, Quaquá também carrega nas costas uma mancha ainda mais grave: a tragédia no aeroporto de Maricá, que resultou na morte de um piloto e de um juiz.

O gestor foi condenado por impedir o pouso da aeronave, decisão autoritária que custou vidas.

O episódio escancara que a sua postura de desprezo por regras e pela legalidade não se limita à política mas já teve consequências fatais, expondo o risco de se manter um administrador que age como se estivesse acima de qualquer limite, que insiste em repetir práticas irregulares e a agir como se estivesse blindado contra a lei.

A destinação de R\$ 8 milhões ao carnaval de 2026 deve ser interpretada não como ato isolado, mas como continuidade de um padrão de desrespeito aos órgãos de controle, ao Ministério Público e à Justiça.

É a expressão clara de um gestor que trata a máquina pública como extensão de seus interesses privados, em afronta direta à legalidade e em prejuízo ao povo.

O contraste com a realidade da população

Enquanto milhões são gastos em luxo e espetáculo, a realidade das ruas e dos hospitais de Maricá mostra outro cenário:

Pacientes aguardam em corredores superlotados**, sem atendimento digno, no chão da emergência;

Bairros como Itaipuaçu clamam por socorro**, com deficiências históricas de infraestrutura;

Trabalhadores vivem com a geladeira vazia, sufocados pelo desemprego e pela crise local.

A disparidade entre a opulência financiada no Sambódromo e o abandono cotidiano da população traduz, com clareza, a política de retaliação e vaidade que marca a atual administração.

Conclusão

O novo episódio, com a destinação milionária ao carnaval de 2026, confirma que Washington Quaquá governa acima da lei, desafiando as decisões judiciais e desprezando a fiscalização.

Sua soberba, explicitada em declarações de que sua escola já seria campeã, revela um projeto de poder que se sobrepõe ao interesse público e reforça a percepção de que, em Maricá, o povo paga a conta da vaidade de um gestor condenado.