Relatório médico aponta intubação errônea em menino de 11 anos que morreu após passar mal em escola de Bertioga

Um relatório médico do Hospital de Bertioga, no litoral de São Paulo, trouxe novos e graves elementos sobre a morte de Bernardo Augusto Rocha, de 11 anos. O documento aponta que, durante o atendimento inicial na Unidade de Especialidades Médicas (Unibem), o tubo orotraqueal foi inserido erroneamente no esôfago da criança, em vez da traqueia, o que comprometeu a oxigenação e agravou o quadro clínico do estudante.

Entenda o caso e a denúncia da família

Bernardo, que era descrito por familiares como uma criança saudável e sem histórico de doenças, passou mal após ser atingido por uma bolada na cabeça durante uma atividade escolar. Segundo relatos, ele retornou à sala de aula, onde teria desmaiado e batido a cabeça. A família questiona a agilidade do socorro, destacando que o menino foi levado à unidade de saúde em um carro particular por funcionários, antes da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O apontamento de falha na intubação

O relatório emitido posteriormente no Hospital de Bertioga é o ponto central da denúncia. O texto afirma explicitamente que a intubação realizada na Unibem foi feita de forma incorreta, impedindo a expansibilidade pulmonar. A hipóxia — falta de oxigênio nas células e tecidos — foi apontada como uma das causas da morte. Os parentes buscam agora acesso às imagens de monitoramento da escola para esclarecer a dinâmica dos fatos.

Posicionamento da Prefeitura de Bertioga

Em nota oficial, a Prefeitura de Bertioga lamentou profundamente o falecimento do aluno e prestou condolências aos familiares. A administração municipal esclareceu que a Unibem não é um pronto-socorro, mas que o menino foi atendido no local devido à urgência e proximidade. O órgão afirmou que o atendimento seguiu os protocolos exigidos para paradas cardiorrespiratórias e ressaltou que não há, até o momento, conclusões oficiais sobre falha médica, aguardando os resultados da perícia.

Investigação policial em curso

O caso está sendo tratado como morte suspeita pela Delegacia de Bertioga, que segue realizando diligências para apurar as circunstâncias do ocorrido. Enquanto a família busca respostas sobre a conduta médica e a logística de transporte do estudante, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) mantém o inquérito aberto para esclarecer se houve negligência ou erro no socorro prestado à criança.