Um vídeo que circula nas redes sociais gerou forte reação entre o clero goiano. Nas imagens, um homem utilizando adereços de campanha eleitoral profere ataques graves contra o bispo Dom Adair José Guimarães, rotulando-o com termos ofensivos e acusando-o, sem apresentar provas, de utilizar o altar para promover interesses políticos de terceiros.
Entenda as acusações contra o líder religioso
O autor do vídeo, identificado com símbolos da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, acusou o bispo de não pregar o Evangelho, alegando que o foco de seus sermões seria o combate ao comunismo. Além das ofensas pessoais, o indivíduo afirmou que Dom Adair estaria recebendo recursos de empresários para favorecer a família de Jair Bolsonaro durante o segundo turno das eleições.
Manifesto em defesa da honra do bispo
Em resposta, dez sacerdotes de seis cidades goianas divulgaram uma nota conjunta classificando os ataques como “vergonhosos e infundados”. O grupo ressaltou que as falas são movidas por preconceitos ideológicos e falta de conhecimento. Para os padres, o debate político é legítimo em um Estado democrático, mas não justifica a calúnia ou a tentativa de destruir a reputação de um líder religioso.
Histórico e posicionamento de Dom Adair
Dom Adair José Guimarães possui um histórico de posicionamentos sobre a atuação de católicos na vida pública. O bispo costuma ser crítico a regimes ditatoriais — citando comunismo, fascismo e nazismo — e frequentemente orienta fiéis a votarem com base em valores como a preservação da vida, a estrutura familiar e a fé cristã.
Apelo por unidade e reconciliação
Ao encerrar o manifesto, os sacerdotes citaram Santo Agostinho para defender a unidade no que é essencial e a liberdade nas divergências. O grupo enfatizou que opiniões políticas distintas não devem transformar pessoas em inimigas. O documento termina com um pedido de intercessão de Nossa Senhora Aparecida, visando que o Brasil supere o clima de hostilidade e encontre caminhos de justiça e paz.

Autor do vídeo