O megaprojeto MARAEY, que pretende transformar Maricá, no Rio de Janeiro, em rota do turismo de luxo, recebeu nesta terça-feira (19) uma importante decisão da Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O colegiado aprovou a retomada das obras, indeferindo o pedido de tutela provisória formulado pelo Ministério Público que buscava suspender o empreendimento.

O projeto estava paralisado desde maio de 2023, após ações judiciais questionarem os impactos ambientais e sociais da obra.
Recentemente, a TVC adiantou que o prefeito de Maricá estaria em Brasília realizando articulações visando a liberação do resort.
Agora, com a decisão favorável do STJ, os interesses financeiros do projeto saem vitoriosos, deixando claro que quem paga o preço da decisão é a natureza e a população local.
O julgamento evidencia a força do capital sobre a preservação ambiental: placas de 3×2 e obras estruturais poderão ser retomadas, ignorando alertas e riscos apontados por órgãos ambientais e pelo Ministério Público.
A decisão reforça a preocupação de especialistas e ativistas de que, mais uma vez, os recursos naturais estão sendo sacrificados em nome do lucro.
O MARAEY promete impactar a região com infraestrutura de luxo, mas a controvérsia permanece: os efeitos ambientais e sociais podem ser irreversíveis, enquanto o setor público, pressionado por interesses financeiros, libera a construção sem freios.
A população de Maricá, que acompanha o projeto, se vê agora diante de um cenário em que o desenvolvimento econômico e a ganância humana podem se sobrepor à preservação do meio ambiente, mostrando que o lucro muitas vezes fala mais alto que o bem coletivo.