Rastreamento confirma voo até Santa Elena de Uairén, mas não há confirmação de que Nicolás Maduro estivesse a bordo. Itamaraty não reconhece entrada do presidente venezuelano em solo brasileiro.
Advertências dos EUA elevam risco de ações dirigidas na região.
A escalada entre Estados Unidos e Venezuela ganhou um novo capítulo após autoridades americanas emitirem alertas sobre riscos no espaço aéreo venezuelano.
A FAA orientou companhias aéreas a considerarem a rota como “potencialmente perigosa”, enquanto o presidente dos EUA declarou que o espaço aéreo da Venezuela deveria ser tratado como “fechado”.
Paralelamente aos alertas, dados de rastreamento de voos mostraram que uma aeronave usada anteriormente pelo governo venezuelano realizou deslocamento até Santa Elena de Uairén, cidade colada à fronteira com Roraima.
O trajeto da aeronave é documentado pelos sistemas de rastreamento.
No entanto, não há até o momento qualquer confirmação oficial de que Nicolás Maduro estivesse a bordo, nem de que o presidente venezuelano tenha cruzado para o Brasil.
O Itamaraty foi questionado pela TVC sobre entrada de autoridades da Venezuela no país, mas ainda não confirmou a presença do mandatário em território brasileiro.
Especialistas em segurança internacional consultados por agências estrangeiras afirmam que possíveis ações americanas, caso ocorram, tendem a ser cirúrgicas e direcionadas e não operações convencionais de larga escala contra países vizinhos.
Qualquer hipótese envolvendo o Brasil dependeria de provas robustas, justificativas jurídicas internacionais e articulação entre aliados, algo considerado improvável sem evidências materiais.
Apesar disso, analistas alertam que se um país abrigasse intencionalmente um chefe de Estado procurado por crimes internacionais hipótese não confirmada neste caso poderia haver pressão diplomática intensa, pedidos formais de cooperação e até operações de captura direcionadas, desde que amparadas por tratados e apoio multilaterial.
A TVC continuará acompanhando o caso e atualiza esta matéria assim que houver respostas oficiais de Itamaraty, ANAC/DECEA, Departamento de Estado dos EUA ou Palácio Miraflores.