O Nepal enfrenta uma crise humanitária de proporções devastadoras após inundações e deslizamentos de terra atingirem a região da fronteira com a China. O desastre, que já é considerado um dos piores dos últimos anos, deixou ao menos 804 mortos e mais de 3 mil pessoas desaparecidas, incluindo centenas de estrangeiros de diversas nacionalidades.
Apoio internacional e ajuda dos Estados Unidos
Diante da gravidade da situação, o Departamento de Estado dos EUA anunciou, neste sábado (29), o aumento da ajuda humanitária para US$ 3,6 milhões, superando o valor inicial de US$ 500 mil. O recurso será destinado a oferecer assistência alimentar emergencial para cerca de 10 mil famílias afetadas e apoiar os esforços de socorro nas áreas mais críticas.
Resgate sob condições extremas
As operações de busca e salvamento completam cinco dias enfrentando chuvas intensas e o risco constante de novos desmoronamentos. Mais de 19.800 militares e policiais foram mobilizados no Nepal para atuar no terreno. A atenção das equipes está concentrada em usinas hidrelétricas atingidas, onde se teme que mais de 900 trabalhadores estejam soterrados sob os escombros dos túneis.
Alerta para novos desastres
A Autoridade Nacional de Reduções de Riscos de Desastres (NDRRMA) emitiu um alerta urgente para o aumento da vazão dos rios, especialmente o Bhote Koshi e o Trishuli. O acúmulo de sedimentos e o bloqueio de leitos por barreiras naturais criadas pelo desastre aumentam o perigo de inundações repentinas. A previsão meteorológica indica que as chuvas devem continuar, dificultando ainda mais o trabalho das equipes de resgate.
Impacto e reconstrução
A tragédia, iniciada na última quarta-feira, foi provocada pelo rompimento de uma geleira, fenômeno que autoridades locais associam aos efeitos das mudanças climáticas. Com mais de 90 mil pessoas afetadas e a infraestrutura local severamente danificada, o ministro das Finanças do Nepal, Swarnim Wagle, estima que o país precisará de até US$ 5 bilhões para a reconstrução das áreas devastadas.