Tremores em Búzios: o que se sabe sobre o evento registrado pela USP e por que fenômenos na região causam dúvidas

Moradores de Armação dos Búzios, na Região dos Lagos, foram surpreendidos na última quarta-feira (14) por tremores que geraram preocupação e curiosidade. O abalo, registrado às 9h33 pelo Centro de Sismologia da USP, atingiu magnitude 1,7 na área costeira, especificamente entre as praias das Caravelas, José Gonçalves e Tucuns.

O que diz o Centro de Sismologia da USP

O evento foi classificado como um sismo raso, com profundidade estimada entre 0 e 10 km. Embora o registro técnico exista, a instituição ressalta que a confirmação da origem exata — se tectônica ou de outra natureza — depende de investigações aprofundadas. A Defesa Civil local realizou vistorias imediatas na costa, com apoio das secretarias de Obras e Clima, mas não encontrou sinais de deslizamentos, queda de rochas ou danos estruturais.

Hipóteses em investigação

Como o tremor foi acompanhado por um estrondo semelhante a uma explosão, as autoridades trabalham com diferentes linhas de investigação. Além da possibilidade de uma movimentação tectônica natural, a Defesa Civil avalia se o barulho poderia ter sido causado por fenômenos atmosféricos, como a queda de um raio, ou outras interferências externas na região.

Histórico de episódios na Região dos Lagos

Este não é o primeiro relato de fenômenos similares na área. Em setembro de 2024, câmeras de segurança flagraram objetos balançando em casas de Búzios, embora, na ocasião, a USP não tenha detectado atividade sísmica anormal. Outro caso marcante ocorreu em outubro de 2023, quando moradores de Cabo Frio descreveram estrondos e vibrações em portas e janelas. Naquele episódio, nenhum registro sísmico foi confirmado pelos sistemas de monitoramento oficiais.

Segurança e monitoramento

A prefeitura de Búzios reforçou que segue monitorando a área costeira. Até o momento, a situação permanece sob controle e não houve registros de feridos. A falta de um padrão definido nos eventos anteriores reforça a necessidade de estudos geológicos específicos para entender as particularidades do solo e da costa da Região dos Lagos, garantindo maior clareza para a população sobre a origem desses fenômenos.