O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma diretiva secreta que autoriza o Pentágono a realizar operações militares diretas contra cartéis de drogas latino-americanos, incluindo organizações como o Cartel de Sinaloa, o Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), a gangue MS-13 e o grupo transnacional Tren de Aragua.
Segundo revelação do “New York Times’, confirmada pela “CNN”, a medida classifica formalmente essas organizações como “grupos terroristas estrangeiros”, permitindo ao governo norte-americano empregar forças militares em alto-mar e em solo estrangeiro sem necessidade de aprovação do Congresso.
A decisão rompe com a abordagem tradicional de combate ao narcotráfico, baseada em forças policiais, e abre caminho para uma política de segurança externa mais agressiva.
Especialistas alertam que, a partir dessa nova diretriz, existe a real possibilidade de comandos especiais norte-americanos realizarem operações sigilosas em território brasileiro, como aconteceu recentemente na Venezuela “Operação dos EUA retira opositores de Maduro asilados na embaixada argentina”.
Sem aviso prévio às autoridades locais, para evitar vazamentos que comprometam as ações. Essa preocupação decorre do alto grau de corrupção e da infiltração do crime organizado nas estruturas de segurança e política do Brasil.
Além de colocar cartéis mexicanos e organizações centro-americanas na mira, analistas consideram provável que a nova política inclua facções criminosas brasileiras como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) que mantêm operações no Paraguai, Bolívia, Suriname e até na África.
A presença dessas facções em território estrangeiro, aliada ao risco de cooperação com outros grupos transnacionais, pode levar a confrontos diretos entre forças especiais norte-americanas e criminosos brasileiros fora e, eventualmente, dentro do Brasil.
O cenário, segundo especialistas, aumenta o risco de escalada de violência e pode provocar incidentes diplomáticos.
Essa diretriz também coincide com o aumento da presença militar dos EUA na fronteira sul e com a pressão de Washington para que países latino-americanos reforcem a cooperação no combate ao crime organizado mesmo que isso envolva ações conjuntas de caráter sigiloso.
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