Trump compara ações dos EUA no Irã a ‘pirataria’ após apreensão de navio

Ações dos EUA comparadas a piratas

O presidente Donald Trump utilizou a expressão “meio que como piratas” para descrever a recente ação da Marinha dos Estados Unidos que apreendeu um navio de carga iraniano. Em um evento realizado na noite de sexta-feira (1), Trump ressaltou o poderio militar americano, afirmando que os EUA possuem um “grande Exército” e uma “grande Marinha”.

Interceptação e apreensão de navio iraniano

O incidente em questão envolveu o USS Spruance, que disparou contra a casa de máquinas de um navio iraniano, identificado como “Touska”, que tentava colidir com o que Trump chamou de “muro de ferro”. A embarcação, que navegava sob bandeira iraniana, foi interceptada no mês passado enquanto se dirigia a um porto no Irã, em violação ao bloqueio marítimo estabelecido.

Confisco de carga e lucro

Trump detalhou o processo de apreensão: “O navio parou. Usaram rebocadores e então desembarcamos sobre ele, sobre tudo mais. Depois entramos nele e assumimos o controle do navio. Assumimos a carga, assumimos o petróleo. É um negócio muito lucrativo”. A declaração sugere uma justificativa econômica para a operação, mas a comparação com pirataria foi explícita.

Reação do Irã

Na ocasião da apreensão, o Exército do Irã classificou a ação dos EUA como “roubo em alto-mar” e “pirataria”. Segundo a emissora estatal IRIB, o Exército iraniano emitiu um comunicado afirmando que as Forças Armadas da República Islâmica em breve responderão e retaliarão contra essa “pirataria armada dos EUA”.