A Vale divulgou nesta quinta-feira (30) o seu balanço financeiro referente ao segundo trimestre, revelando um lucro líquido de US$ 1,375 bilhão. O número representa uma retração de 35% na comparação com o mesmo período do ano anterior, ficando abaixo das expectativas de analistas, que projetavam um ganho de US$ 1,8 bilhão.
Por que o lucro da Vale caiu?
O desempenho financeiro foi pressionado por fatores pontuais, com destaque para uma variação negativa de US$ 798 milhões na marcação a mercado de derivativos. Além disso, a companhia enfrentou um aumento na carga tributária, influenciada por efeitos cambiais sobre prejuízos fiscais em subsidiárias. Apesar disso, o Ebitda ajustado atingiu US$ 3,676 bilhões, uma alta de 9%, impulsionado pelo aumento nos volumes de venda e melhores preços realizados.
Dividendos e recompra de ações
Mesmo com o lucro pressionado, a mineradora reafirmou seu compromisso com os acionistas. A empresa anunciou o pagamento de US$ 1,7 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio. Paralelamente, foi autorizado um novo programa de recompra de até 100 milhões de ações, sinalizando confiança da diretoria no valor de longo prazo da companhia.
Destaque para metais básicos
A divisão de metais básicos foi um dos pontos altos do trimestre, com o Ebitda avançando 79%, para US$ 1,289 bilhão, com forte protagonismo do cobre — que teve alta de 91% no Ebitda. A receita líquida da Vale como um todo somou US$ 10,498 bilhões, um crescimento de 19% frente ao ano passado, com vendas aquecidas em todos os segmentos de atuação.
Projeções otimistas para 2026
Olhando para o futuro, a Vale elevou o piso de suas estimativas de produção de cobre e níquel para 2026. A companhia também revisou para baixo suas metas de custo de produção, citando ganhos operacionais e perspectivas favoráveis de mercado. Com um fluxo de caixa livre recorrente de US$ 1,505 bilhão e uma dívida líquida em trajetória de queda, a mineradora demonstra resiliência operacional diante dos desafios macroeconômicos.