O governo da Venezuela repudiou nesta sexta-feira (7) a apreensão de uma aeronave presidencial pertencente a Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, ocorrida na quinta-feira (6) na República Dominicana.
Trata-se da segunda apreensão de avião presidencial venezuelano pelos EUA em menos de um ano, após episódio semelhante em setembro de 2024.
A medida foi supervisionada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, durante visita à ilha caribenha, e motivou forte reação de Caracas, que classificou o ato como “roubo descarado” e ilegal.
Em nota oficial, o governo venezuelano chamou Rubio de “ladrão de aviões” e “mercenário do ódio”, afirmando que a ação representa um ataque direto à soberania nacional.
“A República Bolivariana da Venezuela denuncia ao mundo o roubo descarado de uma aeronave pertencente à nação venezuelana, executado por ordem do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Este ataque demonstra que Rubio não passa de um criminoso disfarçado de político, usando seu cargo para saquear nosso país”, disse o comunicado oficial.
O Dassault Falcon 200 apreendido era utilizado por Maduro, assessores e ministros venezuelanos em viagens internacionais, incluindo deslocamentos à Grécia, Turquia, Rússia e Cuba.
A aeronave estava em manutenção no aeroporto de Santo Domingo quando foi retida pelas autoridades americanas, que alegam violação de **sanções, controles de exportação e lavagem de dinheiro.
O episódio ocorre em um contexto de tensão diplomática e pressão internacional sobre a Venezuela, marcada pela ausência de apresentação das atas eleitorais após a eleição presidencial, cujo resultado deu vitória a Maduro.
Em setembro de 2024, outra aeronave presidencial venezuelana, um Dassault Falcon 900 EX, também foi apreendida na República Dominicana pelos EUA, sob a justificativa de violação de sanções e compra irregular via empresa fantasma.
Na ocasião, o governo venezuelano classificou a medida como “pirataria”.
O governo venezuelano ainda prometeu tomar medidas legais para exigir a devolução imediata da aeronave e denunciou a postura da República Dominicana como “submissa” aos interesses americanos.
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