Verbas para Oncologia e Entidades Sociais de Petrópolis Estão Atrasadas; Famílias e Pacientes Sofrem com a Demora

Recursos Cruciais Parados na Prefeitura

Verbas destinadas ao Centro de Tratamento Oncológico (CTO) e a 13 entidades sociais de Petrópolis seguem sem repasse da prefeitura municipal desde 2025. Os valores, que incluem recursos para a expansão da oncologia no Hospital Alcides Carneiro (HAC) e o financiamento de instituições sociais, já foram depositados, mas permanecem paralisados, gerando apreensão entre os beneficiários e a população.

Impacto Direto nas Famílias e no Atendimento de Saúde

A demora no repasse das verbas tem um impacto direto e severo nas famílias que dependem dos serviços oferecidos pelas entidades sociais. Ana Maria Mendes, tia de uma criança com autismo atendida por uma dessas instituições, ressaltou a urgência da situação: “Sem esse dinheiro, o trabalho das instituições fica comprometido. As famílias aguardam essa liberação há muito tempo”. A falta de recursos compromete o andamento das atividades e o suporte oferecido a grupos vulneráveis.

Oncologia do SUS em Risco e Cobrança Pública

Talita Souza, moradora do bairro Valparaíso, destacou a importância vital do Centro de Tratamento Oncológico para a população que depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS). Ela relatou que dois familiares próximos receberam atendimento no CTO e enfatizou a necessidade de reforçar a estrutura para atender à crescente demanda. Diante da paralisação dos repasses, o Grupo de Apoio aos Pacientes Oncológicos e Familiares (GAAPE) realizou uma manifestação em frente à Prefeitura no dia 2 de março de 2026, exigindo a regularidade nos pagamentos e a liberação das emendas parlamentares já depositadas. Essas emendas foram asseguradas pelo deputado federal Hugo Leal.

Outros Recursos de Saúde Também Afetados

Além dos valores destinados à oncologia e às entidades sociais, há R$ 200 mil disponíveis para outras ações no município e R$ 600 mil especificamente para o reforço da estrutura oncológica do HAC. No mesmo período, outras verbas somando R$ 8 milhões foram enviadas ao município com o objetivo de manter o funcionamento da rede de saúde e evitar a suspensão de serviços. A situação levanta questionamentos sobre a gestão e a eficiência na aplicação de recursos públicos essenciais para a saúde e o bem-estar da população petropolitana.