Vereadora aciona MPT contra Hospital de Corrêas por atraso de salários e intimidação de funcionários em Petrópolis

Ação no Ministério Público do Trabalho

A vereadora Júlia Casamasso (Psol) protocolou uma representação junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para investigar a grave situação de atraso salarial e outras irregularidades no Hospital Clínico de Corrêas, em Petrópolis (RJ). A ação, registrada em 19 de janeiro de 2026, busca apurar denúncias de funcionários que relatam não apenas a falta de pagamento de salários, mas também descontos indevidos e um clima de intimidação no ambiente de trabalho.

Relatos de Trabalhadores Evidenciam Dificuldades

Profissionais do hospital afirmam que os atrasos se estendem por meses, com pendências referentes a dezembro e janeiro, além de complementos salariais e até o 13º salário de 2022. Um trabalhador descreveu a situação como uma “embolação para confundir a nossa cabeça”, enquanto outro apontou que “tem FGTS que é descontado, mas não é depositado”. As dificuldades financeiras decorrentes dos atrasos são severas, com relatos de “colegas despejados e filho passando fome”. Além disso, os funcionários denunciam que ao cobrarem seus direitos, sofrem ameaças como “se não está satisfeito, vai embora”.

Hospital Aponta Falta de Repasses da Prefeitura

Em resposta às denúncias, o Hospital Clínico de Corrêas emitiu uma nota informando que os atrasos salariais são resultado da ausência de repasses financeiros por parte da Prefeitura de Petrópolis, o que teria gerado um débito significativo com a instituição. O hospital, que presta serviços exclusivamente ao SUS, declarou que está buscando uma solução amigável com o município e acredita na regularização da pendência em breve.

Pedido de Investigação e Garantia de Direitos

A representação da vereadora ao MPT solicita a abertura de uma investigação detalhada, com a coleta de documentos como folhas de pagamento e relatórios financeiros, além de depoimentos de dirigentes do hospital e representantes do município. A ação também pede a apuração de um contrato que envolve duas empresas prestando o mesmo serviço. O mandato da vereadora ressalta que a situação de atraso e falta de transparência não pode se tornar rotina em um serviço essencial que opera com recursos públicos, e busca garantir os direitos trabalhistas e a continuidade do atendimento à população de Petrópolis.