Em Maricá, a CODEMAR – Companhia de Desenvolvimento de Maricá vive um momento de reorganização interna que levanta sérias dúvidas sobre critérios de nomeação e privilégios.
Apadrinhados do prefeito Washington Quaquá ocupam cargos estratégicos com altos salários, gozando de liberdade para nomear amigos e aliados, enquanto trabalhadores da empresa enfrentam perdas de direitos e incerteza profissional.

O exemplo mais recente envolve o presidente da CODEMAR, Celso Pansera, que nomeou a ex-caixa de sua festa de aniversário, Vanilda Campos da Silva, como fiscal administrativa de diversos contratos da companhia, conforme as portarias 646, 647 e 648 publicadas no Jornal Oficial de Maricá em 8 de setembro.

Vanilda substituiu servidores que já ocupavam os cargos, formando uma base de confiança pessoal que levanta questionamentos sobre meritocracia e gestão pública.

Vanilda já havia se tornado conhecida nacionalmente por organizar, em 2023, uma festa na Finep com “contribuição voluntária” de R\$ 400,00 por funcionário quase o dobro do valor do rodízio da churrascaria escolhida , cuja arrecadação era depositada diretamente em sua conta via PIX.

Na época, a denúncia gerou grande repercussão e resultou no cancelamento do evento.
Agora, ela surge em Maricá em posição estratégica, fiscalizando contratos públicos, enquanto seu filho ocupa cargo de diretor de inovação social no ICTIM, outro instituto vinculado a Pansera.
Fontes internas relatam que o presidente da CODEMAR atua sob completa obediência ao prefeito Quaquá, e que seu comportamento nas redes sociais e no ambiente de trabalho tem gerado desconforto entre funcionários.
Denúncias apontam uso indevido de imagens de colaboradores, assédio moral e prioridade para criar vídeos e postagens para redes sociais em detrimento do desempenho administrativo efetivo.
Críticos destacam que, enquanto os apadrinhados recebem tratamento privilegiado e podem trazer aliados, a maior parte dos trabalhadores sofre com limitação de direitos, falta de estabilidade e precarização do serviço público, refletindo um modelo de gestão baseado na amizade pessoal e não no mérito ou na eficiência.
O episódio lança luz sobre práticas questionáveis de nomeações políticas e favoritismo, que colocam em dúvida a transparência e a ética na administração pública municipal.
Servidores da CODEMAR e especialistas em gestão alertam que situações como esta minam a confiança da população e podem configurar gestão privilegiada e clientelista.
N.R.: As informações são do jornal Barão de Inohan.