O prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT) gerou forte repercussão ao afirmar, em vídeo gravado durante evento público no dia 2 de dezembro de 2025, que o BOPE “só matou otário” durante operação no Complexo do Alemão. A expressão ganhou ampla circulação nas redes sociais e foi mencionada por veículos de imprensa nacionais, como CNN Brasil e Diário do Centro do Mundo, reacendendo o debate sobre a responsabilidade de autoridades ao comentarem operações de segurança pública no Estado do Rio de Janeiro.
Contexto do termo “otário”
No discurso, Quaquá utiliza o termo “OTÁRIO”, que significa pessoa ingênua, tola ou facilmente enganada. Entretanto, especialistas em segurança pública destacam que a fala não condiz com a realidade operacional enfrentada por unidades de elite como o BOPE.
As operações de confronto elevadas enfrentam criminosos:
- fortemente armados,
- usando táticas de guerrilha urbana,
- com movimentação estratégica,
- utilizando camuflagem,
- e capazes de provocar baixas nas forças policiais.
Portanto, do ponto de vista técnico, não há como classificar como “otários” indivíduos que representam riscos reais a equipes altamente treinadas. Ou seja: otários não movimentam guerra, não defendem posição e não travam combate urbano contra uma unidade especializada em enfrentamento extremo.
BOPE, operações de risco e a contradição na fala do prefeito
O Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) é reconhecido nacional e internacionalmente por sua atuação complexa em ambientes hostis, com alto nível de preparo técnico e psicológico, sendo referência no combate urbano. A fala de Quaquá gerou questionamentos públicos também pela contradição lógica: Ao mesmo tempo em que desmerece o BOPE, sugerindo falha no planejamento da operação no Alemão. O próprio prefeito divulga que a Guarda Municipal de Maricá receberá treinamento do BOPE justamente a unidade que ele apontou como tendo “matado otários”.
Essa incoerência levantou críticas de analistas e profissionais de segurança:
Se o prefeito considera o planejamento da unidade falho, por que buscaria exatamente o BOPE para treinar a Guarda Municipal?
A contradição reforça a percepção de que a fala foi improvisada, sem base técnica e sem coerência com as decisões administrativas anunciadas por ele mesmo.
Repercussão no meio político
Até o momento, não há registro oficial de respostas do PT, de parlamentares do partido ou do governo federal sobre a declaração embora nos bastidores se reconheça o desconforto causado pelo episódio.
Conclusão
O episódio evidencia a necessidade de cautela e precisão por parte de agentes públicos ao comentarem operações policiais, sobretudo envolvendo unidades de elite, cuja atuação é arriscada e alvo de escrutínio constante. Declarações como essa não apenas geram repercussão social, como também podem desqualificar profissionais, expor contradições administrativas e causar desgaste político desnecessário.
Hoje, a TVC tentou contato com o Sargento Batata, conhecido por sua comunicação direta e transparente, que conquistou milhares de admiradores por sempre defender a Polícia Militar e suas operações.
Sargento Batata, que esteve presente na operação no Complexo do Alemão, é a fonte ideal para esclarecer a dúvida levantada pelo prefeito de Maricá, Washington Quaquá:
“Sargento, o Quaquá está correto ao afirmar que o BOPE só matou otário?”