Maricá voltou a aparecer em um levantamento nacional mas dessa vez de forma nada positiva.
Segundo dados do Ranking de Competitividade dos Municípios, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), o município surge entre as cidades mais endividadas do Brasil, mesmo recebendo uma das maiores fatias de royalties e participações especiais do petróleo no país.
O contraste é tão gritante que levanta uma pergunta inevitável para qualquer cidadão minimamente atento: como uma cidade que arrecada bilhões pode estar mergulhada em dívidas?
A resposta passa por uma combinação de fatores que envolvem: viagens internacionais, projetos não entregues, discurso desconectado da realidade, falta de transparência e ausência de fiscalização efetiva por parte da Câmara Municipal.
Bilhões entram, mas a população não vê retorno…
Nos últimos anos, a administração municipal anunciou dezenas de projetos grandiosos vinculados a viagens do prefeito e secretários por países da Europa, Ásia, Estados Unidos e América Latina.
Foram divulgadas agendas, parcerias, convênios, intercâmbios, encontros globais e participações em feiras internacionais.
Mas quando se revisita cada anúncio e compara com o que realmente chegou à população, o resultado é um vazio preocupante.
Nenhum dos grandes projetos internacionais saiu do papel.
Nenhuma parceria prometida se materializou.
Nenhum plano apresentado em coletivas chegou à execução.
Enquanto isso, a vida real do maricaense não melhorou pelo contrário.
Violência cresce, empregos somem e bairros ficam à própria sorte…
Os mesmos relatórios e levantamentos que destacam o endividamento mostram um impacto direto na vida cotidiana:
- aumento da violência em diferentes bairros
- comércio enfraquecido e fechando as portas
- desemprego crescente
- expansão desordenada da cidade
- entrada constante de moradores de outros municípios ocupando áreas irregulares
- comunidades inteiras sem estrutura básica
Ou seja: o dinheiro existe, mas não chega onde deveria.
E a Câmara? Silêncio. Omissão. Cumplicidade.
A função constitucional da Câmara Municipal é fiscalizar o Executivo.
Mas na prática, o que se vê é uma série de vereadores ocupando cargos, nomeando familiares, recebendo vantagens políticas e tornando-se dependentes da boa vontade do prefeito.
O resultado é uma Câmara que assiste passivamente ao avanço da dívida, aos gastos milionários, às viagens internacionais e ao sumiço das entregas prometidas.
Ano eleitoral: o eleitor não pode esquecer
Com a aproximação das eleições municipais, uma pergunta precisa ecoar em cada esquina de Maricá:
Como uma cidade que recebe tanto pode entregar tão pouco?
O maricaense vive a realidade nas ruas: insegurança, falta de oportunidades, obras inacabadas e promessas acumuladas.
E o mais grave:
a cidade está endividada.
Não por falta de recursos, mas por falta de gestão.
Conclusão
A matéria deixa um ponto claro:
Se Maricá está entre as cidades mais endividadas do país, mesmo com bilhões entrando mensalmente, o problema não é dinheiro é prioridade, gestão e fiscalização.
E em ano eleitoral, esquecer disso é abrir mão do próprio futuro.