Um prefeito embriagado pelo excesso de poder
Washington Quaquá, prefeito de Maricá e integrante da executiva nacional do PT, passou a agir como um verdadeiro coronel político, disposto a destruir a trajetória de qualquer companheiro que ouse contrariar seus interesses pessoais e familiares.
Amparado pela sensação de impunidade, Quaquá atropela princípios partidários, desmoraliza o Partido dos Trabalhadores e expõe o governo federal a desgastes públicos recorrentes.
Essa postura autoritária, antes restrita aos bastidores locais, agora provoca reação direta dentro do próprio partido, inclusive em suas instâncias nacionais.
- Membro da executiva do PT anuncia pedido de expulsão de Quaquá…
Um vídeo divulgado por um membro da executiva nacional do Partido dos Trabalhadores confirmou que será protocolado novo pedido de abertura de Comissão de Ética para avaliar a permanência de Quaquá no partido.
Na gravação, o dirigente é direto e não deixa margem a dúvidas:
Pessoal, eu vou entrar com mais um pedido de Comissão de Ética contra o Quaquá, que está expondo o governo Lula, que está expondo o PT mais uma vez. O que ele está fazendo de ataques ao Fabiano Horta, ex-prefeito de Maricá, é inadmissível.
Isso acontece porque, na verdade, ele é um coronel, ele quer mandar em todo mundo. Ele não aceita a candidatura do Fabiano a deputado federal porque isso prejudica a campanha federal dele, que é a do filho dele.
Ele não pode se comportar assim, ele não pode fazer e falar as coisas que ele faz, porque isso prejudica o governo Lula e o PT.
Por isso, eu vou entrar com mais um pedido de Comissão de Ética, porque o lugar dele é fazer política fora do PT, e não no Partido dos Trabalhadores. Ele não representa a nossa história e a nossa militância.”
A fala explicita o que já vinha sendo denunciado politicamente: Quaquá atua como chefe político personalista, reage de forma agressiva a qualquer ameaça aos seus projetos familiares e coloca seus interesses acima da unidade partidária.
Os crimes políticos de Quaquá
- Descaracterização e desmonte de políticas sociais
A Moeda Mumbuca foi criada por Quaquá em gestões anteriores e se tornou referência nacional em política de transferência de renda.
Durante a gestão de Fabiano Horta (2017–2024), a Mumbuca foi mantida, fortalecida e integrada a um conjunto mais amplo de políticas públicas, com investimentos em emprego, qualificação profissional, saúde, educação e infraestrutura social.
Com o retorno de Quaquá ao comando do Executivo, programas consolidados passaram a ser esvaziados, descaracterizados ou desmontados**, sob o discurso de “austeridade” e “reorganização administrativa”. O efeito foi sentido diretamente pela população mais vulnerável.
- Desemprego real provocado por exonerações em massa
O desemprego em Maricá não é narrativa política. Desde o início da atual gestão, centenas de trabalhadores foram demitidos ou exonerados em diferentes áreas da prefeitura.
As dispensas atingiram servidores comissionados, contratados e equipes inteiras, muitas vezes concentradas em profissionais ligados a gestões anteriores ou que não se alinham politicamente ao prefeito. O resultado foi perda de renda, aumento do desemprego local, interrupção de serviços e clima de medo dentro da administração pública.
- Uso da máquina pública em projeto eleitoral familiar
A prefeitura passou a ser alvo de denúncias recorrentes de uso político da estrutura administrativa, com secretarias funcionando como espaços de articulação eleitoral e servidores pressionados a atuar em favor da projeção política de Diego Zeidan.
Esse uso da máquina pública ocorre antes mesmo de qualquer nomeação formal ou período legal de campanha, o que desloca o debate para o campo do abuso de poder político e econômico, independentemente da discussão sobre nepotismo.
- Submissão do Legislativo municipal
Quaquá consolidou domínio quase absoluto sobre a Câmara de Vereadores. O Legislativo deixou de exercer fiscalização efetiva, aprovando projetos sem debate e funcionando como extensão do Executivo, em clara fragilização do equilíbrio democrático entre os poderes.
Ataques desleais a Fabiano Horta e contradições políticas
Quaquá deve sua eleição ao apoio direto de Fabiano Horta e do PT. Herdou uma cidade estruturada, com políticas públicas funcionando. Ainda assim, passou a atacar publicamente o ex-prefeito, desmontando seu legado e perseguindo aliados.
A contradição fica evidente quando, ao mesmo tempo em que ataca Fabiano, Quaquá divulga vídeos defendendo seu nome para compor chapa estadual. A lógica é simples: apoia quando convém, ataca quando o projeto político do outro ameaça o seu.
O descrédito imposto ao PT
As ações de Quaquá atingem diretamente o Partido dos Trabalhadores e o governo de Lula. Enquanto o partido defende unidade, ética e justiça social, um de seus dirigentes age de forma autoritária, personalista e incompatível com a história da legenda.
Isso afasta militantes, enfraquece o discurso progressista e gera desgaste nacional.
Conclusão: basta ao coronelismo político
Washington Quaquá representa práticas que a política brasileira precisa superar: autoritarismo interno, perseguição a companheiros, uso da máquina pública para fins pessoais e desprezo pela militância que construiu o PT.
Maricá merece um prefeito que governe para o povo, não para projetos familiares.
O PT merece dirigentes que honrem sua história.
A democracia exige limites.
É necessário dar um basta às ações incoerentes de Quaquá.