Fiscais identificam origem de fogos barulhentos com uso de drone
Uma boate localizada em Itaipava, na Região Serrana do Rio, foi multada e recebeu advertência formal após o uso de fogos de artifício com efeito sonoro, o que é proibido pela legislação municipal. A ação ocorreu após diversas reclamações de moradores, incluindo pacientes da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) próxima ao estabelecimento, e de entidades que representam pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Dificuldades na fiscalização e uso de tecnologia
Segundo a prefeitura, uma primeira tentativa de fiscalização na segunda-feira (30) foi dificultada pela direção da boate, que teria impedido a entrada dos agentes. Em uma ação posterior, o uso de um drone foi crucial para identificar a trajetória dos artefatos proibidos e determinar o ponto de origem.
Responsável pela boate alega produção artística
O responsável pelo estabelecimento confirmou a ocorrência e relatou que os fogos foram utilizados por uma equipe de produção de um artista que se apresentou no local. Apesar da justificativa, a boate foi penalizada com multa e advertência. Os proprietários foram orientados a não realizar novos eventos com pirotecnia sem autorização prévia do Corpo de Bombeiros.
Legislação visa proteger pessoas com sensibilidade auditiva
A proibição do uso de fogos com efeito sonoro na legislação local tem como objetivo principal reduzir os impactos negativos sobre pessoas com sensibilidade auditiva, como indivíduos com TEA, além de idosos e animais. A boate agora corre o risco de ter seu alvará de funcionamento suspenso caso as irregularidades persistam.