Petrópolis tem área tombada ampliada e ganha nova proteção para encostas da Mata Atlântica

Ampliação do Patrimônio Protegido

A área tombada em Petrópolis, conhecida como “Avenida Koeler: Conjunto Urbano-Paisagístico”, foi oficialmente ampliada e renomeada para “Conjunto Urbano-Paisagístico e Unidades Fabris de Petrópolis”. A decisão, divulgada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1º de abril, foi homologada pelo Ministério da Cultura através da Portaria nº 278, publicada no Diário Oficial da União em 20 de março.

O Que Mudou na Proteção?

A rerratificação do tombamento atualiza critérios técnicos e fortalece a proteção do patrimônio cultural da cidade, buscando uma leitura mais integrada da paisagem, história e dinâmica urbana. Entre as principais mudanças estão:

  • **Redefinição de Limites:** A área tombada foi expandida na região central, incorporando novos elementos históricos e paisagísticos.
  • **Vila Operária:** A proteção da Vila Operária da antiga Fábrica de Tecidos Cometa foi ampliada, incluindo trechos das ruas Coronel Batista e Padre Feijó.
  • **Complexo Fabril de Cascatinha:** Elementos como pontes de ferro e pórticos foram incluídos na área protegida.
  • **Encostas da Mata Atlântica:** As encostas cobertas pela Mata Atlântica foram incorporadas à área de proteção.
  • **Áreas de Entorno:** Os limites da área protegida e sua área de entorno foram definidos com maior clareza e atualizados.
  • **Bens Isolados:** Imóveis como a Casa Djanira, a Casa de Ana Mayworm e a residência na Rua Cardoso Fontes agora contam com delimitações oficiais de sua área tombada e de entorno.

Compreendendo a Área Tombada e o Entorno

O Iphan explica que a **área tombada** é o espaço diretamente protegido, onde qualquer intervenção deve preservar as características arquitetônicas, paisagísticas e culturais do bem. Já a **área de entorno** abrange os imóveis e espaços ao redor, que, embora não sujeitos ao mesmo nível de proteção, são regulados para garantir a preservação da ambiência e visibilidade do conjunto. Intervenções na área de entorno são permitidas, mas precisam de autorização prévia do Iphan.

Processo Participativo e Avanços

A proposta de rerratificação foi aprovada após um longo processo que incluiu diversas reuniões com a sociedade civil para apresentação e debate. O objetivo principal foi aprimorar a preservação do conjunto urbano-paisagístico e das unidades fabris de Petrópolis, reconhecendo sua importância histórica e natural.