Comunidade Quilombola em Alerta
Moradores de uma comunidade quilombola em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, denunciam a situação alarmante do transporte escolar que atende seus filhos. Relatos apontam para ônibus com portas amarradas por cordas, superlotação, falta de cintos de segurança e problemas mecânicos frequentes, colocando em risco a segurança dos alunos diariamente.
Rotina de Perigos no Trajeto Escolar
Em um dos incidentes mais recentes, uma funcionária teve que segurar a porta do ônibus durante o trajeto, devido à corda improvisada que a mantinha fechada. “Esse é o cenário que nossas crianças quilombolas estão passando. Virou rotina: ou o ônibus quebra ou chega atrasado. Onde que está o direito de ir e vir com segurança?”, questiona uma mãe, evidenciando a preocupação generalizada. A superlotação também é um ponto crítico, com registros mostrando quatro crianças apertadas em bancos de apenas dois lugares.
Diferenças Gritantes no Transporte Escolar
Pais e responsáveis comparam a precariedade do transporte nas áreas rurais com o oferecido na zona urbana de Cabo Frio. “Eles colocam o ônibus velho para cá. No centro de Cabo Frio, os ônibus são os melhores e com ar condicionado para as crianças. Aqui não tem nada disso”, afirma Loilca dos Santos, mãe de uma aluna do 8º ano. Ela descreve um cenário de poeira, vidros quebrados e até mesmo rodas soltando durante o trajeto, situações que, segundo ela, colocam a vida dos filhos em risco.
Denúncias e Resposta da Prefeitura
A situação já foi formalizada à Secretaria de Educação de Cabo Frio através de um ofício, que detalha as condições precárias, incluindo ônibus soltando rodas, portas presas com cordas e veículos parando por falta de combustível. Uma reunião online chegou a ser agendada, mas, segundo os moradores, nenhuma providência foi tomada até o momento. Em resposta ao G1, a prefeitura de Cabo Frio informou, na manhã desta sexta-feira (10), que o veículo citado já foi retirado de circulação e substituído por um ônibus em plenas condições de uso e de maior capacidade. A Secretaria de Educação assegurou que as irregularidades pontuais relatadas foram tratadas imediatamente e que a superlotação foi um problema temporário decorrente de uma readequação emergencial da frota, situação que já foi normalizada.