Queda em árvore e demora no atendimento levam à tragédia
Um menino de 7 anos faleceu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Iguaba Grande, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, após uma queda de árvore. A mãe denuncia negligência médica, alegando que o filho não recebeu o atendimento adequado em unidades de saúde da região, mesmo após apresentar dores persistentes e piora no quadro clínico. A família relata que o foco inicial do atendimento foi apenas no braço da criança, sem a investigação de outras possíveis lesões.
Sinais de alerta ignorados e evolução do quadro
Segundo o relato da mãe, o menino continuou sentindo dores e procurou atendimento médico em diversas unidades de saúde, incluindo São Pedro da Aldeia. Em todas as ocasiões, a família alega que a conduta médica se concentrou na região do braço, sem identificar a gravidade do quadro geral. A situação se agravou quando a criança começou a apresentar falta de ar, o que motivou a solicitação de uma tomografia na UPA de Iguaba Grande. O exame foi realizado no Hospital Estadual Roberto Chabo (HERC), em Araruama, mas, ao retornar à UPA, o menino foi encaminhado para a sala vermelha, onde não resistiu e veio a óbito.
Prefeitura investiga os atendimentos prestados
A Prefeitura de Iguaba Grande informou que o primeiro atendimento ocorreu no dia 8 de abril, logo após a queda. Na ocasião, um raio-x do braço foi realizado, não indicando fraturas, e o paciente foi liberado. No dia 12 de abril, o menino retornou à unidade com queixas de fraqueza, náuseas e febre. Novos exames apontaram alterações pulmonares, levando à solicitação de urgência de uma tomografia e avaliação em Araruama. A Secretaria Municipal de Saúde declarou que abriu uma sindicância para apurar os atendimentos prestados e entender as circunstâncias que levaram à morte da criança.
Contestação da causa da morte e desdobramentos
A mãe contesta a hipótese inicial de pneumonia, que chegou a ser apresentada a ela, pois o filho não apresentava sintomas típicos da doença. A família aguarda o resultado da sindicância para esclarecer as responsabilidades sobre a morte do menino. A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro foi contatada, mas não retornou até a publicação desta reportagem.