Para 2026, o PT encara desafios significativos na Bahia e Ceará, onde o risco de não reeleger governador é real, enquanto Rafael Fonteles caminha para uma reeleição tranquila no Piauí.
O Partido dos Trabalhadores, PT, se prepara para as Eleições de 2026 com três de seus atuais governadores buscando a reeleição. Elmano de Freitas, no Ceará, Jerônimo Rodrigues, na Bahia, e Rafael Fonteles, no Piauí, almejam manter o partido no comando dos executivos estaduais por mais quatro anos.
Contudo, o caminho para a continuidade do poder petista se mostra bastante distinto em cada um desses estados. Dois deles, Bahia e Ceará, enfrentam cenários de forte oposição e pesquisas eleitorais que indicam um **risco de não reeleger governador** para o PT.
Em contraste, o Piauí parece ter um ambiente político muito mais favorável para a reeleição do atual governador. As informações e os dados apresentados nesta análise são baseados em pesquisas divulgadas pelos institutos Paraná Pesquisas e AtlasIntel, conforme reportado.
A Bahia em xeque: Jerônimo Rodrigues sob pressão
Na Bahia, um dos maiores colégios eleitorais do país, o PT mantém o poder estadual há quase 20 anos, com mandatos consecutivos de Jaques Wagner e Rui Costa. Agora, Jerônimo Rodrigues tenta seguir essa trajetória, mas o contexto atual é considerado mais desafiador para a permanência petista.
O principal adversário de Jerônimo Rodrigues é o ex-prefeito de Salvador e ex-deputado federal ACM Neto, do União Brasil, uma repetição da disputa de 2022. A baixa popularidade do atual governador, agravada pelo aumento da violência e da atuação de organizações criminosas no estado, que é o segundo mais violento do Brasil segundo o Atlas da Violência de 2026, contribui para esse cenário.
Uma pesquisa eleitoral do Paraná Pesquisas, divulgada em 13 de maio de 2026, reflete esse desgaste. No levantamento, ACM Neto aparece com 47,8% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Jerônimo Rodrigues registra 38,7%, uma vantagem de quase 10 pontos percentuais para o opositor. Isso indica um significativo **risco de não reeleger governador** para o PT no estado.
Ceará: O retorno de Ciro Gomes e o desafio de Elmano
No Ceará, o PT também enfrenta uma situação de incerteza para a reeleição de Elmano de Freitas, que busca seu segundo mandato após dois de Camilo Santana. A ameaça vem do retorno de Ciro Gomes, ex-governador do estado nos anos 1990, que deixou o PDT e se filiou ao PSDB para a disputa de 2026.
A volta de Ciro Gomes ao cenário político local coloca em xeque a continuidade do PT. Uma pesquisa da AtlasIntel, divulgada em 16 de junho de 2026, mostra um cenário de empate técnico no primeiro turno, com Ciro numericamente à frente de Elmano por um ponto percentual.
Em uma simulação de segundo turno entre os dois, o tucano Ciro Gomes alcança 53,2% das intenções de voto, contra 44,9% do petista. Esses números sublinham o alto **risco de não reeleger governador** que o PT enfrenta no Ceará, onde a disputa promete ser uma das mais acirradas do país.
Piauí: Rafael Fonteles caminha para a reeleição tranquila
Diferentemente da Bahia e do Ceará, o Piauí apresenta um cenário mais favorável para o Partido dos Trabalhadores. O governador Rafael Fonteles busca seu segundo mandato, após a gestão de Wellington Dias, que teve dois mandatos consecutivos.
Em 2022, Fonteles venceu no primeiro turno com mais de 57% dos votos válidos, demonstrando forte apoio popular. A tendência de uma vitória precoce se mantém, conforme a pesquisa AtlasIntel divulgada em 22 de junho de 2026.
Nesse levantamento, Rafael Fonteles aparece com 63,5% das intenções de voto no primeiro turno, abrindo uma vantagem superior a 40 pontos percentuais sobre Joel Rodrigues, do PP, que registra 22,9%. Os dados indicam que o PT no Piauí não enfrenta o mesmo **risco de não reeleger governador** visto nos outros estados, caminhando para uma reeleição com ampla margem e sem grandes desafios aparentes.