Dois irmãos, um homem de 23 anos e uma mulher de 20, foram presos pela Polícia Civil sob a suspeita de integrarem uma quadrilha especializada em golpes contra usuários de caixas eletrônicos. A prisão ocorreu no Rio de Janeiro, com apoio das autoridades locais, no momento em que a dupla tentava repetir o crime em um terminal bancário.
Como o golpe era aplicado
O grupo utilizava o dispositivo conhecido como “chupa-cabra” para reter o cartão da vítima no caixa eletrônico. Assim que o equipamento travava, os criminosos, que se apresentavam de forma bem vestida e cordial, aproximavam-se oferecendo ajuda. Durante a simulação de auxílio, eles realizavam a troca do cartão original por um falso, permitindo que a vítima seguisse seu caminho sem perceber a fraude.
Prejuízo milionário e impacto psicológico
Entre as vítimas está um turista italiano, idoso, que teve o cartão retido em uma agência na Zona Sul de Natal. Após a troca, os criminosos realizaram diversos saques e compras, totalizando um prejuízo superior a 6 mil euros, aproximadamente R$ 42 mil. A delegada Danielle Filgueira, da Defur, destacou que, embora não envolva violência física, o crime causa profunda angústia e danos psicológicos, atingindo muitas vezes as economias de uma vida inteira.
Quadrilha viajava o país
As investigações revelaram que os irmãos, naturais de Guarabira (PB), faziam parte de uma organização criminosa que percorria o Brasil aplicando o mesmo golpe. O mandado de prisão expedido pela Justiça do Rio Grande do Norte foi cumprido enquanto eles tentavam novas vítimas em território fluminense. Os suspeitos permanecem à disposição da Justiça.
Como se proteger contra fraudes bancárias
A Polícia Civil reforça orientações essenciais para evitar cair nesse tipo de armadilha: nunca aceite ajuda de estranhos ao usar caixas eletrônicos, mesmo que pareçam solícitos. A recomendação é realizar transações dentro do horário de expediente bancário, permitindo que, em caso de problemas, o usuário busque auxílio diretamente com um funcionário identificado do banco. Denúncias podem ser feitas anonimamente pelo número 181.