Viagens internacionais do governo Lula somam R$ 138 milhões em 2026 com passagens de alto custo

O governo federal registrou um montante de R$ 138 milhões em gastos com viagens internacionais ao longo de 2026. Entre as despesas, destacam-se missões diplomáticas e técnicas que chamam a atenção pelos altos valores investidos em passagens aéreas e logística, levantando debates sobre a eficiência no uso dos recursos públicos.

A missão mais cara e o custo das passagens

A viagem de maior custo individual foi a missão à China, realizada no âmbito do Programa ‘Caminhos do Sul Global’, que visava a cooperação internacional para a justiça racial. Com um custo total de R$ 1,87 milhão, a operação ganhou destaque pelo valor de apenas um bilhete aéreo: R$ 123 mil foram gastos com a passagem do servidor Dayvid Costa, do Ministério da Igualdade Racial.

Ministérios que mais gastam com deslocamentos

O levantamento aponta o Ministério da Defesa como o órgão com a maior fatia do orçamento de viagens, totalizando R$ 22,9 milhões. Na sequência, aparecem as pastas da Saúde (R$ 17,7 milhões), Educação (R$ 12,4 milhões) e o Itamaraty (R$ 10,6 milhões). Os destinos internacionais preferenciais dos representantes do governo incluíram Paris, Genebra e Londres, somando milhões em diárias e deslocamentos.

Detalhes das agendas internacionais

Diversos ministros cumpriram agendas intensas no exterior. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou de um evento da Huawei em Shenzhen, na China, com gastos de R$ 171 mil apenas em sua passagem. Já o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, realizou missões na Arábia Saudita e na China para tratar de minerais e recursos naturais, com um custo total de R$ 144 mil. Até a primeira-dama, Rosângela da Silva, liderou uma comitiva a Roma para a Semana da Nutrição, com despesas de R$ 136 mil, sendo R$ 45 mil destinados exclusivamente ao seu bilhete aéreo.

Impacto do Programa Caminhos do Sul Global

O Programa ‘Caminhos do Sul Global’ concentrou parte significativa das despesas do Ministério da Educação. Em uma das missões à China, o gasto atingiu R$ 2,3 milhões, sendo que R$ 1,4 milhão foi direcionado apenas para o transporte aéreo. O governo defende as missões como ferramentas estratégicas de cooperação internacional, enquanto os números dos relatórios de gastos seguem sob escrutínio público e de órgãos de controle.