A polêmica sobre o canal de campanha
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou forte descontentamento após uma decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, determinar a suspensão do canal de transmissão “Exército do Lula” no WhatsApp. O canal, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), contava com 3,3 milhões de apoiadores e era utilizado para mobilização digital da campanha petista.
Críticas à postura da Justiça Eleitoral
Em declaração à imprensa antes de um ato na Avenida Paulista, Lula classificou a ordem como uma “intromissão indevida” da Justiça no processo eleitoral. O petista afirmou que seus advogados buscariam explicações sobre o caso, mencionando uma percepção de que estariam ocorrendo “decisões tendenciosas” no âmbito da Corte.
Reação de André Janones e o embate jurídico
O deputado André Janones, responsável pela gestão do canal, não poupou críticas e classificou a decisão inicial como uma forma de “censura”. Segundo a campanha de Flávio Bolsonaro, adversário de Lula no segundo turno, o canal funcionaria como um centro para a difusão coordenada de informações inverídicas. A disputa jurídica ganhou novos contornos quando o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu a decisão de Nunes Marques, liberando o funcionamento do canal.
Cenário das redes sociais no segundo turno
Lula avaliou que seu grupo político tem conseguido avançar na disputa digital graças à forte mobilização da militância. Enquanto o clima de tensão entre as campanhas se intensifica, o episódio do “Exército do Lula” é visto por aliados como um teste de resistência para as estratégias de comunicação online. Janones afirmou que a tentativa de derrubar o canal foi um “tiro no pé” da oposição, reiterando que a militância permanecerá engajada no processo eleitoral.