O advogado americano Martin De Luca, representante da Trump Media e da plataforma Rumble, utilizou as redes sociais nesta segunda-feira (26) para questionar a integridade do processo eleitoral brasileiro. O jurista, conhecido por suas posições críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, concentrou suas críticas na decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação.
A polêmica da ‘Janela Zanin’
De Luca classificou a medida como uma “intervenção sem precedentes”. O ponto central da crítica reside na prorrogação do horário até as 19h. Embora o TSE tenha esclarecido posteriormente que a extensão valeria apenas para seções que ainda possuíam eleitores presentes às 17h, o advogado insiste que o episódio merece uma apuração independente e completa, tratando o caso como um ponto de inflexão duvidoso no resultado das urnas.
Dúvidas sobre a exequibilidade técnica
Citando informações veiculadas pela jornalista Mônica Bergamo, De Luca questionou a viabilidade logística da decisão. Segundo relatos, a alteração do horário exigiria a reprogramação manual de cerca de 490 mil urnas eletrônicas por parte dos mesários. O advogado argumenta que a falta de clareza sobre como esse procedimento foi executado gera insegurança jurídica e exige transparência absoluta das autoridades eleitorais.
Exigência de transparência e dados
O representante da Trump Media foi enfático ao declarar que as autoridades precisam apresentar documentos que comprovem quais instruções foram repassadas e quais alterações foram, de fato, realizadas no sistema. Para ele, a ausência de uma explicação detalhada sobre a viabilidade técnica da prorrogação reforça a necessidade de uma investigação externa para sanar as dúvidas levantadas por parte da opinião pública.
Críticas ao sistema e ao Judiciário
Além das questões técnicas, De Luca criticou a atuação do STF no processo, mencionando o histórico de Zanin como advogado da campanha de Lula. O advogado contesta a interpretação dos resultados eleitorais e sugere que a mudança nas regras de votação teria facilitado uma “virada” nos votos, um argumento que ele tem utilizado para pressionar por uma revisão do pleito, apesar de não apresentar provas concretas de irregularidades no sistema auditável brasileiro.