Bactéria resistente na UTI do Hospital Ruth Cardoso: entenda os riscos e as medidas de controle adotadas

O Hospital Regional Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú, reforçou seus protocolos de segurança após a identificação da bactéria Acinetobacter na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto no final de setembro. Desde a detecção, a direção da unidade informou que não houve novos registros do micro-organismo, mantendo a situação sob monitoramento rigoroso pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH).

O que é a Acinetobacter e por que ela preocupa?

A Acinetobacter é um patógeno comum em ambientes hospitalares, conhecido por sua alta resistência. Segundo o Manual MSD, a bactéria pode sobreviver em superfícies secas por até um mês. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto, seja pelas mãos dos profissionais de saúde, superfícies contaminadas ou equipamentos compartilhados entre leitos. É importante ressaltar que a presença da bactéria não significa, obrigatoriamente, que o paciente desenvolverá uma infecção, mas o risco é elevado em pacientes críticos e com dispositivos invasivos, como cateteres e ventiladores.

Protocolos de limpeza e prevenção

Para conter a propagação, o hospital intensificou a higienização das áreas críticas. As limpezas terminais foram reforçadas e as bancadas passaram a ser desinfetadas a cada seis horas. Além disso, as equipes assistenciais receberam treinamento intensivo sobre a higienização das mãos e o uso rigoroso de aventais. O encerramento oficial do episódio só será declarado após 30 dias sem novos registros de crescimento da bactéria, seguindo as diretrizes sanitárias vigentes.

Gestão estadual e modernização

Desde que o governo de Santa Catarina assumiu a gestão do Hospital Ruth Cardoso em 2025, a unidade tem passado por uma série de intervenções estruturais. A Secretaria de Estado da Saúde destaca que, além da reorganização dos serviços, o hospital está investindo na reativação de exames, cirurgias eletivas e na modernização tecnológica, com a implementação de prontuários eletrônicos e a criação de uma área de Engenharia Clínica para a manutenção constante dos equipamentos.

Monitoramento contínuo

Apesar da ausência de novos casos, a direção do hospital mantém o acompanhamento dos pacientes internados com atenção redobrada. A estratégia de enfrentamento foca na interrupção de qualquer via de transmissão, garantindo que o ambiente hospitalar permaneça seguro para pacientes e profissionais. O caso exemplifica a importância da vigilância constante em ambientes de alta complexidade, onde a resistência bacteriana exige respostas rápidas e protocolos de higiene estritos.