Biguá atravessa na faixa de pedestres em Cabo Frio e paralisa trânsito em ato inusitado de respeito

Cena rara em avenidas movimentadas

Uma cena inusitada chamou a atenção de motoristas e moradores de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio, na manhã desta terça-feira (5). Um biguá, ave aquática conhecida por sua habilidade na pesca, decidiu atravessar a Avenida Wilson Mendes, no bairro Jacaré, utilizando a faixa de pedestres. O que poderia ter gerado um transtorno no trânsito se transformou em um momento de empatia e respeito.

Motoristas demonstram paciência e admiração

Contrariando a correria habitual do dia a dia, condutores de carros e motos reduziram a velocidade e pararam seus veículos, permitindo que o biguá completasse sua travessia com tranquilidade. A paciência e a solidariedade dos motoristas foram registradas por William Delacore, um motorista de aplicativo que passava pelo local. Ele descreveu o momento como uma das cenas mais bonitas e engraçadas do dia, destacando a interação respeitosa entre humanos e a natureza.

Ajuda especializada para a ave

Em determinado momento, um cidadão se aproximou com cautela e auxiliou o biguá em sua jornada, orientando gentilmente a ave para que ela chegasse em segurança às margens da Lagoa de Araruama. A travessia foi concluída sob os olhares curiosos e admirados dos presentes, antes que o fluxo normal de veículos fosse restabelecido.

Quem é o Biguá?

O biguá, também conhecido como corvo-marinho (Phalacrocorax brasilianus), é uma ave aquática comum no Brasil, facilmente reconhecida por sua plumagem escura e pescoço alongado. Sua dieta é composta principalmente por peixes, o que justifica sua presença próxima a corpos d’água como lagoas, rios e áreas costeiras. É a única ave brasileira da família Phalacrocoracidae, conhecida por ser uma excelente mergulhadora. Os machos adultos podem atingir até 75 centímetros de comprimento e pesar 1,3 quilo. A ave é encontrada em todo o território brasileiro e sua área de distribuição se estende desde o sul do Chile até os Estados Unidos. Sua técnica de pesca pode ser solitária, aproveitando a baixa impermeabilidade de suas penas para mergulhos mais rápidos, ou coletiva, quando se unem em grupos para cercar cardumes, especialmente durante a piracema.