Disputa pelo comando da SAF do Botafogo pode chegar ao STJ após reviravolta jurídica

Conflito de Competência no Horizonte Jurídico do Botafogo

Uma nova e complexa reviravolta jurídica abalou a gestão da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo nesta segunda-feira (11). Uma decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV) determinou que a holding Eagle Bidco, detentora de 90% das ações e administrada pelo grupo britânico Cork Gully, recupere seus direitos políticos na SAF. Essa decisão, segundo fontes da CNN Brasil, pode escalar para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, devido a um conflito de competência.

Decisão da FGV e Afastamento de Textor

A recente deliberação da FGV mantém John Textor afastado da administração do clube, medida já vigente desde o final de abril. No entanto, o tribunal arbitral também declarou ilegal a eleição de Durcesio Mello, aliado de Textor e ex-presidente do Botafogo, para a nova liderança da SAF. A FGV argumenta que qualquer controvérsia relacionada aos atos e direitos dos acionistas, conforme o Estatuto Social e normas aplicáveis, é de sua exclusiva jurisdição.

Decisão Judicial do Rio de Janeiro e Divergência

A situação se complica devido a uma decisão anterior da 2ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, publicada em 28 de abril. Esta decisão judicial, proferida pelo juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, suspendeu os direitos de voto da Eagle Bidco e manteve Durcesio Mello no cargo de diretor geral da SAF. A Câmara de Mediação e Arbitragem da FGV havia sido designada pela Justiça do Rio em 25 de março para mediar a disputa entre John Textor e a Eagle Holding, mas a decisão arbitral agora diverge frontalmente da judicial.

STJ como Instância Decisória

Diante da divergência entre o Tribunal Arbitral da FGV e a Justiça do Rio de Janeiro, reconhece-se um conflito de competência em relação aos direitos de voto da Eagle Bidco. A expectativa é que esta questão seja encaminhada ao STJ para uma decisão final. Até que o STJ se pronuncie, a determinação que permanece em vigor é a do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que sustenta Durcesio Mello como administrador das decisões referentes à SAF do Botafogo.