Goleiro dos EUA e zagueiro do Japão são exemplos de excelência acadêmica
Pela primeira vez na história, um jogador formado por Harvard, uma das mais prestigiadas universidades do mundo, está participando da Copa do Mundo. Matt Freese, goleiro da seleção dos Estados Unidos, de 27 anos, é formado em Economia e conseguiu conciliar a exigente graduação com sua carreira no futebol, atuando pelo Philadelphia Union na Major League Soccer (MLS) durante seus estudos. Freese destacou a experiência como reveladora, citando o alto nível das conversas intelectuais e o contato com diversas culturas e faixas etárias.
O goleiro não é o único com um histórico acadêmico notável na família. Seu pai e dois irmãos mais velhos também são formados por Harvard, evidenciando uma forte tradição familiar em busca de conhecimento.
Yuto Nagatomo: Recordista e economista em campo
Outro destaque acadêmico na Copa do Mundo é o zagueiro japonês Yuto Nagatomo. Aos 39 anos, ele se tornará o primeiro jogador de seu país a participar de cinco edições do torneio, após ter estado presente em 2010, 2014, 2018 e 2022. Nagatomo também é economista de formação, com diploma pela Universidade Meiji, em Tóquio. Apesar de sua vasta experiência em Copas, o jogador confessou à Fifa que nunca se sentiu tão nervoso quanto ao ser convocado para a edição atual, atribuindo sua força ao apoio dos fãs.
Rodri, o capitão Bola de Ouro com formação em Negócios
O capitão da seleção espanhola, Rodri, de 29 anos, eleito o melhor jogador do mundo em 2024 com o prêmio Bola de Ouro, é formado em Economia e Negócios pela Universitat Jaume I. Rodri ressaltou a importância do coletivo para o sucesso da equipe espanhola, considerada uma das favoritas ao título: “A chave do sucesso desta seleção foi abrir mão do ‘eu’ pelo ‘nós’. Essa é a chave desta seleção.” A trajetória desses atletas demonstra que a inteligência acadêmica e o alto rendimento esportivo podem, sim, caminhar juntos no cenário mais competitivo do futebol mundial.