Problemas em Itaipuaçu, Caju e Bambuí levantam questionamentos sobre planejamento e eficiência dos setores responsáveis pela execução dos serviços municipais.
Nos bastidores da Prefeitura de Maricá, circulam comentários de que nem sempre as determinações do prefeito Washington Quaquá são executadas no tempo esperado. Estariam alguns setores funcionando em ritmo próprio, distante das prioridades estabelecidas pelo chefe do Executivo?
Os acontecimentos recentes ajudam a alimentar essa discussão.
ITAIPUAÇU: A DENÚNCIA PRECISA VIR ANTES DA PROVIDÊNCIA
Em Itaipuaçu, uma importante via, que provocava avarias nos veículos, só recebeu atenção do setor responsável depois que um vídeo mostrando as condições do pavimento ganhou repercussão nas redes sociais.
CAJU: MORADORES QUESTIONAM A INSTALAÇÃO DE LIXEIRAS
No Caju, moradores procuraram o vereador Chiquinho para questionar a possível instalação de lixeiras ao lado de um parquinho frequentado por crianças e idosos. No vídeo, o parlamentar pede à SOMAR e ao Executivo que reconsiderem o local.
Uma moradora faz uma pergunta que merece reflexão: Quaquá deixaria sua própria filha brincar ao lado de lixeiras?
BAMBUÍ: PRAÇA DA 62 PREOCUPA MORADORES
Já em Bambuí, na Praça da 62, junto ao Canal de Guarapina, na divisa com Cordeirinho, uma moradora denuncia o mato alto, a sujeira e a falta de conservação.
Ela conta que frequenta o espaço há cinco anos e que a praça já foi muito bem cuidada. Hoje, até sua bisneta Roberta encontra dificuldades para aproveitar o local.
São três situações diferentes, em bairros distintos, mas com um ponto em comum: problemas que deveriam ser identificados e resolvidos pela própria estrutura administrativa.
A cobrança aqui não é apenas ao prefeito, mas principalmente aos setores responsáveis pelo planejamento, fiscalização e execução dos serviços.
Afinal, se o prefeito determina e os setores não executam dentro do tempo necessário, quem está comprometendo a imagem do governo?
Não por acaso, a charge que acompanha esta reportagem faz uma provocação sobre os bastidores da administração e os espaços estratégicos de poder, levantando questionamentos sobre possíveis disputas internas, sem afirmar a existência de uma conspiração.
A PERGUNTA QUE FICA
Será que a Prefeitura precisa esperar que moradores gravem vídeos, vereadores denunciem e a oposição divulgue os problemas para que os serviços sejam realizados?
Uma administração não pode depender de cobranças públicas para cumprir suas obrigações. O contribuinte paga impostos e espera planejamento, compromisso e resultados.
Até quando a população terá de chamar a atenção do prefeito para que os setores responsáveis façam aquilo que deveriam fazer naturalmente?