Protesto em Massa na Embaixada Americana
Milhares de cubanos se reuniram em frente à embaixada dos Estados Unidos em Havana nesta sexta-feira (22) para expressar sua indignação com a decisão de Washington de indiciar o ex-líder Raúl Castro. A acusação refere-se à derrubada de dois aviões civis há 30 anos, um evento que chocou a ilha e a comunidade internacional.
Apoio Governamental a Castro
A manifestação, organizada pelo governo, contou com a presença de altas autoridades cubanas, incluindo o presidente Miguel Díaz-Canel e o primeiro-ministro Manuel Marrero. O ato demonstra a unidade do governo em defesa de Raúl Castro, uma figura central na história revolucionária de Cuba. O ex-líder, aos 94 anos, não compareceu ao evento.
Cuba Refuta Acusações e Vê Pretexto para Intervenção
O governo cubano classificou as acusações de assassinato contra Castro como “espúrias” e parte de um esforço orquestrado pela administração Trump. Segundo Havana, a intenção dos Estados Unidos seria criar um pretexto para intervir na ilha e tentar derrubar o governo atual. A decisão de indiciar Castro ocorre em um momento de crescentes tensões entre os dois países.
O Caso dos “Irmãos ao Resgate”
As acusações centrais giram em torno do abate de duas aeronaves civis pertencentes à organização de exilados cubano-americanos “Irmãos ao Resgate” em 1996. Na época, Raúl Castro ocupava o cargo de Ministro da Defesa e é acusado de ter ordenado o ataque, que resultou na morte de quatro pessoas, três delas cidadãos americanos. As acusações formais incluem conspiração para matar cidadãos americanos, destruição de aeronave e homicídio, além de outros indiciados no caso.