A Polícia Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro deflagraram nesta quinta-feira (20) a Operação Fora de Ordem, uma ofensiva de grande escala contra uma organização criminosa suspeita de ter se infiltrado no aparato estatal. O grupo é acusado de movimentar mais de R$ 350 milhões por meio de atividades ilícitas e esquemas de lavagem de dinheiro.
A estrutura do ‘Bonde do Varão’
As investigações apontam que a milícia é liderada por Gilson Ingrácio de Souza Junior, conhecido como Juninho Varão. O grupo, autodenominado ‘Bonde do Varão’, atua desde 2013, concentrando suas operações em Nova Iguaçu, Queimados e municípios vizinhos. O líder do bando é considerado foragido pela Justiça.
Infiltração no poder público e exploração econômica
O que mais chamou a atenção das autoridades foi a capacidade do grupo de se infiltrar em órgãos públicos, utilizando essa influência para garantir a impunidade e expandir seus negócios criminosos. A organização mantinha um rígido controle territorial, impondo o medo para explorar a população local.
Serviços ilegais como fonte de renda
A milícia estabeleceu um verdadeiro monopólio na região, cobrando taxas abusivas de moradores e comerciantes. Entre as práticas criminosas identificadas estão:
- Exploração clandestina de serviços de internet;
- Comercialização forçada de botijões de gás;
- Extorsões sistemáticas;
- Cobranças ilegais sob ameaça de violência.
Bloqueio de bens e próximos passos
A operação cumpre 23 mandados de busca e apreensão na capital fluminense e em Nova Iguaçu. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros e o sequestro de bens dos envolvidos para tentar recuperar o prejuízo causado pelo esquema. Os investigados deverão responder por crimes de organização criminosa armada, extorsão e lavagem de capitais, enquanto a força-tarefa continua trabalhando para desmantelar as conexões políticas do grupo.