PF investiga aplicação de R$ 1,2 milhão da Previdência de Campo Grande no Banco Master

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (25), a Operação Presciência para investigar supostas irregularidades na aplicação de R$ 1,2 milhão do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) no Banco Master. A ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão autorizados pela 3ª Vara Federal de Campo Grande.

Origem da investigação

O inquérito foi instaurado a partir de um relatório de auditoria do Ministério da Previdência Social. O documento apontou falhas no processo decisório que culminou no investimento em Letras Financeiras emitidas pelo banco. Segundo a PF, há indícios de que servidores deixaram de seguir procedimentos técnicos e administrativos, expondo o patrimônio da previdência a riscos desnecessários.

Crimes apurados e medidas judiciais

Além das buscas e apreensões, a Justiça Federal determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos. A investigação apura, em tese, os crimes de gestão temerária, corrupção passiva e corrupção ativa. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou os nomes dos investigados, mantendo o foco na análise dos documentos apreendidos.

Posicionamento da Prefeitura

Em nota oficial, a Prefeitura de Campo Grande afirmou que acompanha o caso e colabora com as autoridades. O município ressaltou que foi uma das primeiras cidades a conseguir o ressarcimento dos valores aplicados, via decisão judicial, garantindo que não houve prejuízo aos cofres públicos. Segundo o executivo municipal, o investimento seguia as normas da Resolução CMN n. 4.963/2021.

Contexto do investimento

O aporte, realizado em abril de 2024, previa vencimento para 2029. No entanto, após a liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central, o município recorreu à Justiça para assegurar o depósito judicial do valor, devidamente atualizado. A prefeitura reforça que a medida protegeu o patrimônio dos servidores municipais e que segue prestando todos os esclarecimentos necessários à Polícia Federal.