O Peso do Estado na Balança da Competitividade
O presidente da Riachuelo, Flávio Rocha, expressou profunda preocupação com o crescimento acentuado do Estado brasileiro e seus efeitos deletérios sobre o ambiente de negócios. Em entrevista ao Hot Market, Rocha utilizou a metáfora de uma carruagem para ilustrar seu argumento: a competitividade de uma sociedade depende do equilíbrio entre o peso do Estado (a carruagem) e sua capacidade de gerar riqueza (a força de tração). Segundo ele, o Estado brasileiro tem se tornado excessivamente grande, com um aumento exponencial dos gastos públicos nos últimos anos, o que compromete a força motriz da economia.
Carga Tributária e o Limite da Extração
Rocha questionou a cifra oficial de 32% de carga tributária, afirmando que a realidade é mais severa. Ele explicou que essa porcentagem é paga por uma parcela reduzida da economia formal (cerca de 60%), o que significa que a extração tributária sobre esse grupo é desproporcionalmente alta. “Se você está extraindo 32 de 60, você está testando os limites da tributação”, alertou, ressaltando que países desenvolvidos não operam com patamares tributários tão elevados em relação à sua base formal.
Ações Trabalhistas: Desafios e Retrocessos
Outro ponto crítico levantado pelo executivo foi o número alarmante de ações trabalhistas no Brasil. Dos 4 milhões de processos registrados globalmente no último ano, 3 milhões tiveram origem no país. Rocha lamentou que os avanços promovidos pela reforma trabalhista tenham sido