Acesso a Recursos e Oportunidades
O Ministério do Desenvolvimento Agrário, em parceria com o BNDES, lançou a chamada pública “Cerrado +Cooperativo”, destinada a impulsionar a agricultura familiar no bioma Cerrado. Com um investimento de R$ 50 milhões em recursos não reembolsáveis, provenientes do Fundo Socioambiental do BNDES, a iniciativa visa fortalecer cooperativas e associações da agricultura familiar. O objetivo principal é apoiar empreendimentos coletivos na ampliação da produção de alimentos, geração de renda e na adoção de práticas sustentáveis, promovendo um desenvolvimento mais equitativo e ambientalmente consciente na região.
Inscrições e Requisitos
As inscrições para a chamada pública estão abertas até 31 de julho de 2026. Podem participar instituições sem fins lucrativos, como cooperativas e associações da agricultura familiar, que comprovadamente atuem exclusivamente no bioma Cerrado. Cada proposta de projeto deve ter um valor mínimo de R$ 5 milhões. É fundamental que os projetos apresentados incluam obrigatoriamente ações voltadas para o beneficiamento e a comercialização da produção de alimentos, garantindo que o apoio se traduza em resultados concretos para os agricultores.
Foco em Inclusão e Adaptação Climática
A chamada estabelece prioridade para iniciativas que promovam a inclusão produtiva de grupos historicamente marginalizados, como mulheres, jovens, extrativistas e povos e comunidades tradicionais. Além disso, a iniciativa prevê ações específicas para auxiliar a agricultura familiar na adaptação às mudanças climáticas, um desafio crescente para o setor, e para a conservação do Cerrado, incentivando a preservação deste bioma vital.
Eixos de Apoio e Mercados
Os projetos apoiados abrangerão diversos eixos essenciais para o fortalecimento da agricultura familiar. Entre eles, destacam-se o incentivo a práticas agroecológicas, o manejo sustentável do solo e da água, o aprimoramento da gestão de empreendimentos coletivos e a implantação ou expansão de agroindústrias. A chamada também busca ampliar o acesso a mercados institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), e a canais privados de comercialização, assegurando que a produção chegue aos consumidores de forma eficiente.