TVC/ Maricáinfo
A cidade de Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, vive um verdadeiro abandono em meio a obras paralisadas e promessas não cumpridas.
Um dos exemplos mais visíveis é a reforma da Lona Cultural Marielle Franco, localizada na Barra de Maricá, que teve custo estimado em mais de R\$ 2 milhões e segue inacabada.
O espaço, inaugurado em 2019, foi pouco utilizado e está em obras desde 2022 com previsão inicial de conclusão em 12 meses. Já é julho de 2025, e a estrutura continua abandonada, sem conclusão, sem prazo e sem explicações.
A situação é ainda mais grave diante da ausência do prefeito Washington Quaquá (PT), que mais uma vez está na Europa acompanhado de uma comitiva.
Em vez de priorizar os problemas da cidade, o prefeito tem sido alvo de críticas por priorizar compromissos pessoais, como viagens internacionais, gastos milionários com eventos particulares e investimentos questionáveis com dinheiro público.
A frustração da população cresce. Em um desabafo enviado à reportagem, um morador que prefere não se identificar resumiu o sentimento de muitos:
“O prefeito mostra que não tem responsabilidade com sua gestão. Gasta dinheiro com viagens levando mais de 40 pessoas, contratou cantor para fazer show particular na Europa, gastou R\$ 8 milhões com sua escola de samba, não sabemos ao certo quanto gasta com seu clube de futebol.
Compra projetos por milhões sem ouvir a população. Seus desejos são satisfeitos com o dinheiro do povo, enquanto os benefícios para o povo ficam abandonados, como está esse espaço cultural. Estamos reféns desse governo.”
Além da Lona Cultural, outras obras também estão paradas, como o Mirante do Caju, que estava em fase final e agora permanece com a estrutura abandonada, vigiada apenas por um segurança.
É um retrato de uma cidade que convive com desperdício de recursos, desorganização e prioridades invertidas.
Enquanto isso, as necessidades reais da população seguem ignoradas. O que se vê é uma administração voltada para os interesses do próprio prefeito, deixando os maricaense à margem do desenvolvimento e da dignidade que deveriam ser garantidas por quem ocupa a cadeira mais importante do Executivo municipal.