Porsche 911 Turbo S tem redução drástica de R$ 660 mil na Argentina após corte de impostos de Milei

Descontos significativos chegam ao mercado argentino de veículos de luxo

A Argentina viu uma reviravolta no mercado automotivo de luxo com a implementação de cortes de impostos pelo governo do presidente Javier Milei. O Porsche 911 Turbo S, por exemplo, teve seu preço reduzido em impressionantes R$ 660 mil. Essa política, aprovada junto com a reforma trabalhista no fim de fevereiro, tem gerado descontos médios de 15% em modelos de alto padrão.

Entenda a nova política de impostos sobre veículos

Anteriormente, um imposto era aplicado sobre o valor do carro ao chegar à loja, e não sobre o preço final ao consumidor. Com a inclusão das margens das concessionárias, o imposto acabava incidindo sobre veículos que, na prática, superavam 105 milhões de pesos argentinos (aproximadamente R$ 385 mil). A isenção deste imposto entra em vigor em 1º de abril, mas diversas montadoras já anteciparam a divulgação de seus novos preços.

Audi, Ford e outras marcas seguem a tendência de redução de preços

A Audi foi uma das primeiras a reagir, reduzindo o preço do RS Q8 em US$ 37 mil (cerca de R$ 192 mil), agora custando US$ 250 mil (R$ 1,3 milhão). A Ford também ajustou seus valores: o Mustang GT passou de US$ 90 mil para US$ 65 mil (R$ 338 mil), uma economia de US$ 25 mil (R$ 132 mil). O Mustang Dark Horse, versão idêntica à vendida no Brasil, agora custa US$ 75 mil (R$ 390 mil) na Argentina, ante os US$ 97 mil (R$ 505 mil) anteriores. Outras montadoras como Toyota, Lexus e Mercedes-Benz também oferecem descontos consideráveis.

Contexto econômico e expectativas para o mercado

Sebastián M. Domínguez, contador especializado em tributação, explica que o imposto sobre veículos de luxo era utilizado como ferramenta de política monetária em períodos de grande disparidade entre o dólar oficial e o paralelo. Com a diminuição dessa diferença, a medida se tornou menos relevante. O mercado argentino de automóveis tem enfrentado baixas vendas desde o final de 2025, o que chegou a impactar a produção de carros no Brasil. A expectativa é que a redução de impostos e preços estimule as vendas, aquecendo a economia. A Associação de Fabricantes de Automóveis da Argentina (Adefa) vê a eliminação do imposto como um avanço, corrigindo distorções e trazendo previsibilidade ao setor.