Conexão com a história local inspira ação literária
Durante sua passagem por Cabo Frio, o escritor Adriano Hordina, que há cinco anos vive na estrada em sua Kombi, sentiu-se profundamente conectado à cidade. A arquitetura local, que mescla o histórico com o contemporâneo, despertou em Hordina o desejo de conhecer mais a fundo a história do município. Como forma de retribuir e deixar sua marca, ele decidiu doar exemplares de seu livro, “Diário de um Neurodivergente”, às bibliotecas públicas da cidade.
“Diário de um Neurodivergente”: um convite à identificação
O livro é uma autobiografia que transcende o relato pessoal, propondo-se como um espaço de identificação para leitores que, assim como o autor, já se sentiram deslocados ou não representados. A obra narra a infância marcada pelo sentimento de não pertencimento, as dificuldades no ambiente escolar e as experiências intensas que moldaram a percepção de mundo de Hordina. Temas como neurodivergência, construção de identidade fora dos padrões, solidão, pertencimento, arte como forma de sobrevivência e autoconhecimento como caminho para a liberdade são abordados.
Diferença como linguagem e liberdade de existir
Um dos diferenciais de “Diário de um Neurodivergente”, segundo o autor, é a forma como a diferença é apresentada: não como um erro, mas como uma linguagem própria. O livro busca abrir espaço para que cada leitor reconheça sua maneira única de existir, sem a pretensão de encaixá-lo em um modelo predefinido. Essa abordagem visa transformar vivências que poderiam ser vistas como fragilidades em consciência, linguagem e criação.
Acesso ampliado com audiolivro gratuito
Além da versão impressa, “Diário de um Neurodivergente” está disponível gratuitamente em formato de audiolivro, narrado pelo próprio Adriano Hordina. A iniciativa visa ampliar o acesso ao conteúdo, especialmente para mães e familiares, permitindo que o livro seja acessado mesmo em momentos de cuidado. Hordina expressa o desejo de que a obra sirva como um presente para pessoas neurodivergentes e um portal para que pais e responsáveis compreendam que a diferença é uma outra forma de conexão, não uma distância.