Ataque massivo com mísseis e drones deixa 17 mortos em Kiev e eleva tensão na guerra

Bombardeio intenso atinge a capital

A capital ucraniana, Kiev, enfrentou uma madrugada de terror nesta quarta-feira (5). Um bombardeio russo de grande proporção resultou na morte de 17 pessoas e deixou mais de 40 feridos. Segundo autoridades locais, o ataque foi coordenado com o uso de 28 mísseis balísticos e hipersônicos, além de 115 drones, sobrecarregando as defesas aéreas do país.

Zelensky denuncia alvos civis

O presidente Volodymyr Zelensky classificou a ofensiva como um ataque direto à infraestrutura civil. Entre os locais atingidos, foram identificados armazéns de materiais de construção, uma cervejaria e centros logísticos sem qualquer ligação com operações militares. O líder ucraniano reforçou que interceptadores de mísseis balísticos teriam sido fundamentais para evitar a perda de vidas humanas, reiterando seu apelo por apoio militar internacional.

A versão de Moscou e o cenário de guerra

Em contrapartida, o governo russo afirmou que os bombardeios focaram em sete centros de logística e armazenamento de componentes para drones de ataque, além de navios no Mar Negro. O episódio ocorre em um momento de escalada mútua, com a Ucrânia intensificando ataques a refinarias e depósitos de e-commerce dentro do território russo, enquanto o Kremlin responde com ofensivas severas contra centros urbanos ucranianos.

O dilema da defesa aérea

A eficácia das defesas ucranianas foi limitada diante da velocidade dos mísseis balísticos russos. O cenário é agravado por relatos de bastidores políticos; segundo o jornal britânico Financial Times, um pedido de Zelensky por centenas de baterias do sistema Patriot teria sido negado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na semana passada, complicando a estratégia de proteção do espaço aéreo ucraniano em um conflito que já ultrapassa quatro anos.