Suspeita de ação criminosa
Um incêndio de grandes proporções atingiu a Serra do Vulcão, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, destruindo mais de 3 mil árvores em uma área dedicada ao reflorestamento. Voluntários e ambientalistas que atuam no local afirmam que o fogo não foi acidental. Segundo relatos, a sequência rápida de focos em diferentes pontos da serra, em um intervalo de poucos minutos, indica que a queimada foi provocada propositalmente.
Impacto no projeto de reflorestamento
O local atingido é referência em projetos de recuperação florestal, que vinham sendo desenvolvidos há anos. Para os voluntários, como Alexandre Bensabat, a perda é devastadora. Ele destaca que a topografia da área impossibilitaria a propagação natural das chamas entre os diferentes focos observados, reforçando a tese de crime ambiental. A Secretaria de Meio Ambiente de Nova Iguaçu aguarda o laudo da perícia para acionar a polícia especializada.
Causas investigadas e riscos à população
Especialistas apontam que a prática de colocar fogo na vegetação para manejo de gado ou o uso de chamas em eventos religiosos podem ter sido o estopim para a tragédia. Alex Vieira, coordenador do Instituto Educação Ambiental e Ecoturismo, alerta para o efeito ‘satélite’, onde fagulhas são levadas pelo vento, alcançando áreas secas e destruindo em segundos o trabalho de anos de conservação.
Consequências climáticas e urbanas
Além da perda da fauna e flora, o secretário Rodrigo Mascarenhas alerta para os riscos iminentes à população do entorno. Com a vegetação destruída, a área fica vulnerável a deslizamentos de terra durante as chuvas de verão, que podem atingir residências próximas. Além disso, a fumaça e a fuligem já causam problemas respiratórios aos moradores da região, transformando o desastre ambiental em uma crise de saúde pública.