O relato da família
Um caso trágico abalou a cidade de Maceió na última segunda-feira (3). Morgana Lopes dos Santos, de 21 anos, que estava no sétimo mês de gestação, deu entrada no Hospital da Cidade sentindo fortes contrações. Segundo a família, a jovem aguardou por cerca de uma hora na recepção da unidade sem receber o suporte necessário. A mãe da gestante, Janete Lopes da Silva, relatou que a filha não conseguia se sentar devido às dores intensas e, no momento em que passava por uma aferição de pressão, a bolsa rompeu e o bebê acabou caindo no chão.
Denúncia de demora no atendimento
O pai da gestante registrou o momento em vídeo, onde expressa indignação com a falta de assistência imediata. Nas imagens e depoimentos, os familiares afirmam que a equipe do hospital só se aproximou após os apelos desesperados. O recém-nascido chegou a ser encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas não resistiu e faleceu. A família classifica o episódio como uma grave negligência e pretende buscar medidas judiciais.
Posicionamento do hospital
Em nota oficial, o Hospital da Cidade lamentou o ocorrido e manifestou solidariedade aos familiares. A unidade informou que a paciente passou por triagem e avaliação médica, e que a evolução para o parto ocorreu de forma rápida durante o processo de acolhimento. O hospital declarou ainda que contava com equipe completa de plantão e abriu um procedimento interno para apurar as circunstâncias do caso. A instituição não comentou especificamente sobre a alegação de que a criança teria caído no chão.
Assistência aos envolvidos
Atualmente, Morgana Lopes dos Santos permanece internada na unidade, onde recebe acompanhamento de uma equipe multiprofissional. Além do suporte médico, a família está sendo assistida pelo Serviço Social e por profissionais de psicologia do hospital. A maternidade, que destaca ter realizado mais de 4 mil partos desde sua inauguração, segue sob investigação interna enquanto as autoridades acompanham o desenrolar da denúncia.