Novo Desenrola: Oportunidade para Famílias Renegociarem Dívidas
O governo federal anunciou nesta segunda-feira (4) a nova fase do programa Desenrola, uma iniciativa que visa renegociar dívidas de milhões de brasileiros. A versão 2.0 do programa foi dividida em quatro categorias: famílias, Fies, empresas e agricultores. O foco principal desta nova etapa é a categoria Famílias, que traz novidades importantes para quem busca sair do endividamento.
Uso do FGTS para Quitar Dívidas: Uma Nova Possibilidade
Uma das grandes novidades do Desenrola 2.0 é a confirmação do uso do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para o pagamento de dívidas. Os trabalhadores poderão utilizar até 20% do saldo de suas contas, ou o equivalente a R$ 1 mil, o que for maior, para quitar parcial ou totalmente seus débitos. Essa transferência de recursos será feita diretamente entre os bancos, garantindo que o dinheiro seja destinado ao pagamento das dívidas. Estima-se que o programa cause um impacto de R$ 4,5 bilhões no FGTS, com uma trava de R$ 8 bilhões para evitar uma saída excessiva de recursos do fundo.
Quem Pode Participar e Quais Dívidas São Contempladas?
O Desenrola Famílias é voltado para brasileiros com renda de até 5 salários mínimos (R$ 8.105). O programa abrange dívidas contraídas até 31 de janeiro de 2026 que estejam em atraso entre 90 dias e 2 anos. Dívidas elegíveis incluem aquelas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC). As condições oferecidas preveem taxas de juros máximas de 1,99% ao mês, prazos de até 48 meses para pagamento, e um período de até 35 dias para o pagamento da primeira parcela. O limite da nova dívida, após os descontos, é de R$ 15 mil por pessoa e por instituição financeira, com garantia do FGO (Fundo Garantidor de Operações).
Contrapartidas e Orientações para Participação
Para participar do Desenrola Famílias, os interessados devem procurar os canais oficiais de seus bancos. Como contrapartida, os CPFs dos participantes terão o bloqueio em casas de apostas por 12 meses. As instituições financeiras também terão obrigações, como limpar o nome de devedores com dívidas de até R$ 100 e dos créditos renegociados, além de destinar 1% do valor garantido pelo FGO para educação financeira. Os bancos também ficam proibidos de enviar recursos para casas de apostas através de modalidades de crédito.