Fim das bets: o cronograma de encerramento
O governo federal anunciou, nesta sexta-feira (25), a proibição total das apostas de quota fixa no Brasil, conhecidas popularmente como bets. A decisão, tomada a apenas nove dias das eleições, estabelece que as plataformas devem encerrar suas atividades no país a partir do dia 6 de outubro. Até o dia 5, os usuários terão permissão para realizar o saque voluntário de todo o dinheiro disponível em suas contas nas plataformas.
Impacto bilionário no futebol brasileiro
A proibição traz um cenário de incerteza para o esporte nacional. Em 2025, as casas de apostas injetaram R$ 1,1 bilhão nos maiores clubes de futebol do Brasil, representando 36% de todas as receitas de marketing desses times. Em muitos casos, os contratos de patrocínio foram utilizados para antecipar recebíveis bancários. Com a saída das empresas, os clubes enfrentam agora a necessidade urgente de renegociar contratos e cortar custos operacionais.
Regras, multas e fiscalização
O governo detalhou que o descumprimento das novas diretrizes resultará em advertências, multas severas e a suspensão imediata das atividades das empresas operadoras. Embora a proibição administrativa esteja garantida pela medida provisória, a criminalização definitiva da atividade de apostas ainda depende de votação e aprovação pelo Congresso Nacional. O governo reforça que a medida visa proteger o consumidor e conter o avanço do endividamento das famílias.
Pacote econômico e Desenrola 3.0
Além da regulação do mercado de apostas, o governo anunciou um novo pacote econômico focado na renegociação de dívidas. O programa Desenrola 3.0 prevê a compra de carteiras de crédito com deságio de até 90%, com uma estimativa de renegociação de R$ 150 bilhões em dívidas. O governo estima um desembolso de R$ 15 bilhões para viabilizar a medida, que busca dar fôlego financeiro aos brasileiros em um momento de ajustes macroeconômicos.