Um motorista de 52 anos, residente em Uberaba, no Triângulo Mineiro, tornou-se vítima de um esquema fraudulento ao buscar oportunidades de trabalho na internet. O caso, registrado na última quarta-feira (9), alerta para a crescente onda de golpes envolvendo falsos processos seletivos que visam extorquir trabalhadores em busca de recolocação profissional.
A promessa do emprego dos sonhos
Tudo começou no dia 26 de agosto, quando a vítima pesquisava vagas online e foi direcionada a uma conversa via WhatsApp. Uma suposta recrutadora, identificada como funcionária do setor de Recursos Humanos de uma empresa de transportes, ofereceu uma vaga para o transporte de medicamentos. O atrativo principal era o salário de R$ 17 mil, valor muito acima da média do mercado, o que facilitou a captura da atenção do motorista.
O início da fraude e o pagamento
Para dar credibilidade ao processo, os golpistas enviaram um contrato falso em nome da empresa, solicitando a assinatura e o envio de documentos pessoais da vítima. Sob a justificativa de que seria necessária a instalação de uma caixa de refrigeração no veículo para o transporte dos fármacos, os criminosos exigiram o pagamento de R$ 1 mil. O motorista efetuou o depósito via boleto bancário no dia 1º de setembro.
A descoberta do golpe
A farsa começou a ruir cerca de uma semana após o pagamento, quando a vítima recebeu uma nova mensagem de um número diferente. Desta vez, os golpistas exigiram o desembolso de mais R$ 2,5 mil, alegando ser uma taxa para a emissão de um certificado da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ao notar a cobrança extra e suspeitar da abordagem, o motorista percebeu que havia caído em um golpe.
Como se proteger de vagas falsas
O caso serve como um alerta importante para quem busca emprego. Especialistas recomendam atenção redobrada a três pontos fundamentais: empresas sérias nunca cobram taxas para contratação, a oferta de salários incompatíveis com a função deve ser vista com desconfiança e o envio de documentos sensíveis deve ser feito apenas em canais oficiais e verificados. A Polícia Militar registrou a ocorrência e o caso deve ser encaminhado para investigação pelas autoridades competentes.