Entenda a investigação da Polícia Federal
A Polícia Federal deflagrou a operação ‘Causa Própria’, que mira o presidente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, e seu filho, João Pimenta. A ação, autorizada pela Justiça Eleitoral do Distrito Federal, apura suspeitas de desvios de verbas dos fundos partidário e eleitoral, compostos majoritariamente por dinheiro público.
Suspeita de irregularidades e empresas de fachada
Segundo as investigações, os indícios de irregularidades surgiram após uma análise minuciosa das prestações de contas da legenda. A PF aponta que os recursos teriam sido repassados a pessoas próximas a integrantes do partido e a empresas gráficas que, supostamente, não possuíam capacidade operacional para realizar os serviços contratados. Como medida cautelar, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 4,5 milhões dos envolvidos.
Afastamento administrativo e impacto eleitoral
Como desdobramento da operação, Rui Costa Pimenta foi afastado das atividades administrativas do PCO pelo período de seis meses. Apesar da decisão, o dirigente permanece apto a concorrer à Presidência da República, uma vez que não há proibição legal para sua candidatura nas próximas eleições.
Defesa nega crimes e aponta perseguição
Em sua defesa, Rui Costa Pimenta negou qualquer irregularidade e classificou a operação como uma tentativa de prejudicar o partido eleitoralmente. O dirigente argumentou que contratar empresas de militantes não configura crime. ‘O juiz pode achar estranho, mas não é ilegal’, afirmou. Por sua vez, João Pimenta declarou surpresa com a operação, negando ter recebido remuneração do partido ou qualquer vínculo societário com as empresas citadas na investigação.