Polícia investiga queda de helicóptero no Rio que matou quatro pessoas; debate sobre voos turísticos ganha força

Entenda o caso e a investigação

A Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio da 19ª DP (Tijuca), intimou a empresa responsável pelo helicóptero que caiu nas proximidades da Vista Chinesa, no último sábado (8), para prestar depoimento. O acidente resultou na morte de três turistas colombianas e do piloto da aeronave. A investigação também conta com o suporte do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que recebeu uma câmera de cabine encontrada intacta nos destroços.

Famílias relatam falta de informações

Parentes das vítimas colombianas — Rocio Cubillos, Wendy Manrique e Sofia Murillo — denunciaram que a empresa Voos Rio Panorâmico não informou inicialmente sobre a queda, tratando o caso como um “pouso forçado”. Victor Manrique, familiar das vítimas, afirmou que a empresa omitiu a gravidade da situação e não prestou o suporte contratual ou informativo esperado, descobrindo a tragédia apenas através de notícias na internet.

Segurança aérea sob questionamento

A tragédia reacendeu o debate sobre a operação de voos panorâmicos em áreas residenciais. Movimentos como o “Rio Livre de Helicópteros” pedem a suspensão das rotas turísticas urbanas, alegando riscos à população. O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a avaliação de uma suspensão temporária dessas atividades para permitir uma fiscalização mais rigorosa, diante da frequência de incidentes aéreos na cidade nos últimos meses.

Especialistas pedem mudança no controle

Especialistas em gerenciamento de risco, como Gerardo Portela, apontam que o modelo atual de “aviação autocoordenada” — onde os próprios pilotos gerenciam sua segurança via rádio — pode estar sobrecarregado pelo aumento do tráfego. A sugestão é elevar os padrões de controle e coordenação, garantindo que o sistema de monitoramento acompanhe o volume intenso de voos turísticos que sobrevoam pontos icônicos da capital fluminense, visando evitar novos acidentes fatais.