EUA Avaliam Nova Proposta Iraniana com Cautela
O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou nesta segunda-feira (27) que a mais recente proposta apresentada pelo Irã em relação ao programa nuclear é “melhor do que pensávamos que eles iriam apresentar”. No entanto, Rubio foi enfático ao ressaltar que qualquer acordo futuro deve ter como objetivo primordial impedir que o país persa desenvolva armas nucleares.
Estreito de Ormuz e Questão Nuclear em Pauta
Fontes próximas ao assunto indicam que a nova oferta iraniana inclui a reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial, mas adia as discussões sobre a questão nuclear. Rubio preferiu não especular sobre a aceitação da proposta por parte do presidente Donald Trump nem sobre as consequências de um eventual fracasso nas negociações, delegando essas questões ao próprio presidente.
Programa Nuclear: O Foco Central das Negociações
“Basta dizer que a questão nuclear é o motivo pelo qual estamos nisso em primeiro lugar”, afirmou Rubio em entrevista à Fox News. Ele reforçou que o programa nuclear iraniano “continua sendo a questão central aqui”. O diplomata americano acusou Teerã de “empenhada em descobrir como ganhar mais tempo” e alertou: “Não podemos deixar que eles se safem”.
Desafios nas Negociações e a Busca por um Acordo Definitivo
Rubio descreveu os iranianos como “negociadores muito experientes” e sublinhou a necessidade de garantir que “qualquer acordo firmado os impeça definitivamente de correr em direção a uma arma nuclear em qualquer momento”. Ele também levantou dúvidas sobre a autoridade de quem apresentou a proposta e o seu real significado, além de apontar que os negociadores americanos não estão lidando apenas com seus interlocutores iranianos diretos, mas sim com um processo interno complexo no Irã, onde decisões precisam ser alinhadas com diferentes facções e com o líder supremo.
Liberdade de Navegação no Estreito de Ormuz é Prioridade
Em relação ao Estreito de Ormuz, Rubio reiterou a posição americana de que a hidrovia deve permanecer “totalmente aberta e livre”. Ele declarou que os EUA “não podem normalizar, nem podemos tolerar que tentem normalizar, um sistema em que os iranianos decidem quem pode usar uma hidrovia internacional e quanto se deve pagar para usá-la”.