Entenda a denúncia envolvendo os parlamentares
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) acionou a Polícia Legislativa após receber informações de um comerciante, Luiz Antônio Lopes, sobre um suposto esquema montado pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). Segundo o relato, o parlamentar petista teria articulado uma farsa para acusar Gaspar de estupro. O caso foi formalizado em um boletim de ocorrência no dia 14 de abril, e as informações colhidas já foram enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O depoimento do comerciante
Luiz Antônio Lopes, proprietário de um quiosque no Rio de Janeiro, afirmou à Polícia Legislativa ter presenciado a movimentação de um grupo ligado a Lindbergh Farias. O comerciante alegou que, segundo uma jovem do grupo, pagamentos estariam sendo realizados para que ela sustentasse a falsa acusação contra Gaspar. O depoente chegou a mencionar o nome de um suposto assessor do petista, chamado Lucas; contudo, a TV Globo verificou que não há registros desse nome entre os funcionários do gabinete de Lindbergh.
Defesa de Lindbergh e desdobramentos
Lindbergh Farias nega categoricamente as acusações. Nesta segunda-feira (10), o deputado petista ingressou com uma ação no STF pedindo a suspensão e a nulidade de toda a investigação conduzida pela Polícia Legislativa. O clima de tensão entre os dois deputados não é recente: durante uma sessão da CPMI do INSS, Lindbergh chegou a chamar Gaspar de “estuprador”, ao que o parlamentar do PL respondeu chamando o colega de “bandido”.
Contexto político e jurídico
O caso ganha contornos complexos devido à filiação partidária do denunciante, Luiz Antônio Lopes, que se filiou ao PL sete dias após prestar o depoimento à polícia. Paralelamente, a Polícia Federal recebeu um pedido de inquérito sobre a suspeita de estupro de vulnerável envolvendo Gaspar, mas o procedimento ainda não foi instaurado, aguardando diligências da Procuradoria-Geral da República. O ministro Gilmar Mendes, do STF, é o relator do caso, que permanece sob análise jurídica rigorosa.