Terremoto de magnitude 6.8 abala Kumamoto, no sul do Japão, com shopping center desabado, um cenário de destruição e corrida contra o tempo em meio a alertas.
Um forte terremoto atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, nesta terça-feira (28), provocando caos e grande preocupação. O tremor, que teve sua magnitude revisada para 6.8 pelo Serviço Geológico dos EUA (USGS), ocorreu às 16h27 no horário local, 4h27 em Brasília.
O incidente mais dramático envolveu o shopping center Aeon Mall, na cidade de Kashima, onde o segundo andar desabou e há relatos de uma explosão. Serviços de emergência indicaram que “muitas pessoas” ficaram presas no local, gerando grande apreensão sobre o número de vítimas.
As autoridades estão em uma corrida contra o tempo para avaliar os danos e resgatar possíveis vítimas, enquanto a região enfrenta interrupções no fornecimento de energia, incêndios e alertas de segurança. As informações são de diversos órgãos de imprensa japoneses e agências internacionais, conforme apurado.
O Desabamento do Aeon Mall e a Busca por Sobreviventes
O desabamento do shopping center Aeon Mall é o epicentro das preocupações após o terremoto em Kumamoto. De acordo com a emissora japonesa NHK, socorristas não conseguem contato com um grupo de 20 a 30 funcionários que ficaram presos dentro do complexo comercial.
Há temores de que haja mortos no local, mas até o momento não houve confirmação oficial. O cenário no shopping é de destruição, com a estrutura comprometida e a urgência de encontrar e resgatar as pessoas retidas, mobilizando grande parte dos esforços.
O Cenário de Destruição e as Ações de Resgate
Além do shopping desabado, o terremoto causou uma série de outros danos significativos na província de Kumamoto. Uma pessoa morreu após o desabamento de uma casa, e cerca de 40 feridos foram recebidos em um hospital na cidade de Yatsushiro, segundo a agência Kyodo.
Na mesma cidade, uma chaminé desabou em uma fábrica de papel, deixando várias pessoas desaparecidas. Estradas, pontes e edifícios foram danificados, e um trem descarrilou e tombou na estação de Yatsushiro, agravando a situação local.
O governo japonês relatou interrupções no fornecimento de energia e diversos incêndios. Cerca de 300 mil pessoas foram orientadas a se dirigir a centros de acolhimento, como medida de segurança.
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou no X que todos os esforços estão sendo empenhados na avaliação dos danos e nas operações emergenciais de resposta ao desastre, incluindo resgate e salvamento de vidas.
Alerta de Tsunami e Segurança Nuclear
Inicialmente, um alerta de tsunami foi emitido para a região, mas foi suspenso cerca de duas horas depois, aliviando parte da tensão. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou no X que o tremor não causou danos nem problemas de segurança na Usina Nuclear de Sendai.
A usina, localizada a cerca de 100 km do epicentro do terremoto, permanece em operação e está sendo monitorada, garantindo que não há risco nuclear imediato decorrente do abalo sísmico, uma preocupação comum em tremores no Japão.
Histórico de Tremores em Kumamoto
A província de Kumamoto tem um histórico de forte atividade sísmica. Em 2016, a região foi atingida por um poderoso terremoto que resultou na morte de 277 pessoas e deixou cerca de 2,8 mil feridos, um evento que ainda está fresco na memória dos moradores.
A recorrência de tremores na área ressalta a vulnerabilidade do Japão a esses fenômenos naturais e a constante necessidade de preparo e infraestrutura resiliente para minimizar os impactos devastadores e proteger sua população.